Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de agosto de 2018
“Eu estou cumprindo uma missão de Deus”, disse o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na noite de sexta-feira, durante sabatina exibida pela Globonews.
A entrevista foi feita por Míriam Leitão, Valdo Cruz, Merval Pereira, Andréia Sadi, Fernando Gabeira, Gerson Camarotti, Mario Sergio Conti, Cristiana Lôbo e Roberto D’Avila. A série de entrevistas teve também Alvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).
Incrédulo sobre a declaração do entrevista, Roberto D’Ávila ainda questionou “missão de Deus?”, e ouviu Bolsonaro reiterar: “Eu sou cristão. Olha só a situação que eu cheguei. Sou do baixíssimo clero, não sou ninguém na política, não sou nada. E tenho o apoio popular que está aí. Não é inimaginável o que está acontecendo? Como eu consegui isso?”
Conforme destacou Josias de Souza, em seu blog, Bolsonaro extraiu seu “lema” do Evangelho, citando o livro de João (8:32): “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Jair Bolsonaro disparou que foi Deus que o enviou e o faz liderar a corrida presidencial para acabar com o caos em que o Brasil se encontra, e destacou que terá alguém do seu partido como vice. “Meu vice vai ser do PSL, chapa pura. Ou a senhora Janaína Paschoal ou o príncipe [Luiz Philippe de Orléans e Bragança]. O que está faltando é que eu estou conversando com a Janaína e ela apresenta alguns problemas familiares, ela tem dois filhos”, disse.
Neste sábado, Janaína Paschoal divulgou sua recusa em ser vice de Bolsonaro. “Por questões familiares, por ora, eu não posso me mudar para Brasília. A minha família não me acompanharia”, disse Janaína no Twitter. Ela afirmou ter tomado a decisão após conversa com o Bolsonaro e com Gustavo Bebianno, presidente em exercício do PSL.
Essa foi a terceira tentativa do candidato Jair Bolsonaro (PSL) de fechar um nome para vice na chapa dele. Antes, foram convidados Magno Malta, senador do PR do Espírito Santo, e o general Augusto Heleno, do PRP. Nos dois casos, a negociação também não prosperou.
Bolsonaro já tinha um “plano B”: o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Nenhum anúncio oficial foi feito até o momento. “Não posso ter preferência. Lógico, sempre, a gente pensa em um ‘plano B’. No momento, o ‘plano B’ é o príncipe”, declarou.
O príncipe, que não está na linha de sucessão direta do trono abolido em 1889, é o fundador do movimento antipetista Acorda Brasil, em 2014.
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