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Saúde Estudo diz que com 3 doses contra o coronavírus proteção chega a 99,7%

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Ao menos 90% da população da capital gaúcha já completou o esquema de imunização. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Um estudo realizado com 1.310 colaboradores do Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que após a terceira dose do imunizante contra a covid-19 a produção de anticorpos sobe para 99,7%, muito perto da totalidade. O trabalho teve o apoio do Instituto Todos pela Saúde, do Itaú.

Para ampliar a proteção contra a variante ômicron, no último sábado (18), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a redução do intervalo de aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 de cinco para quatro meses.

Os participantes da pesquisa estavam em acompanhamento desde o início da pandemia e  receberam as duas primeiras doses da Coronavac e o reforço da Pfizer.

A dosagem de anticorpos é uma das formas de medir a proteção de uma vacina.

Para a infectologista do Hospital das Clínicas e responsável pelo estudo, Silvia Figueiredo Costa, provavelmente, se as duas primeiras doses tivessem sido de outro imunizante, a resposta seria semelhante, o que ressalta a importância do reforço. Porém, não é possível confirmar essa hipótese no momento, uma vez que estudos sobre a dose de reforço começaram a sair recentemente.

“O que nos deixa mais tranquilos, como parte da população brasileira, do Chile e de outros países receberam a primeira e a segunda dose da Coronavac, após o reforço com a vacina de outro fabricante houve essa pontuação bem elevada de produção de anticorpos”, avalia Costa.

O reforço não impede as formas leves da doença, mas protege da hospitalização.

“Nós não tivemos nenhum caso [no Hospital das Clínicas] com a terceira dose que tenha sido  internado”, afirma.

Para a análise, os anticorpos foram medidos quatro vezes e as amostras de soro coletadas submetidas ao teste de anticorpos da classe IgG (Imunoglobulina G) pelo método de  quimioluminescência.

“É um teste de última geração, o mesmo método do ano passado, mas que agora está avaliando três partes da proteína S [Spike] e ficou mais interessante trabalhar a resposta vacinal”, explica. Na mesma coorte foram analisados os anticorpos neutralizantes – aqueles capazes de bloquear a entrada do vírus nas células -, mas os resultados serão conhecidos em 2022.

Antes da disponibilização das vacinas, a taxa de soroconversão de anticorpos no grupo estudado estava em 15,1% e exclusivamente relacionada ao contato da pessoa com o vírus. Após a aplicação da primeira dose, em fevereiro, a taxa subiu para 28,9%.

Com a segunda dose, em abril, o percentual alcançou 89,5% e neste mês, após o reforço da Pfizer, chegou a 99,7%. “Nós esperamos duas semanas após a terceira dose para dar tempo de ter a produção de anticorpos.” Do grupo, apenas quatro pessoas não apresentaram anticorpos contra a covid-19.

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