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Rio Grande do Sul Estudo inédito avaliará a participação do tradicionalismo gaúcho na economia

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Levantamento preliminar indica que produtos tradicionalistas gaúchos movimentam R$ 1 bilhão por ano

Foto: Alexandre Farina/Sedec
Levantamento preliminar da Universidade Feevale indica que produtos tradicionalistas gaúchos movimentam R$ 1 bilhão por ano. (Foto: Alexandre Farina/Sedec)

A Sedec (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) propôs uma pesquisa sobre o consumo de produtos tradicionalistas gaúchos, de maneira a mensurar o potencial econômico gerado por essa cadeia na economia do Rio Grande do Sul.

Um estudo científico inédito será elaborado pela Universidade Feevale. Na terça-feira (11), a instituição explanou o levantamento preliminar sobre os impactos do tradicionalismo gaúcho no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado. Conforme dados iniciais, os produtos tradicionalistas gaúchos movimentam R$ 1 bilhão por ano.

O relatório indica que somente os itens relacionados ao chimarrão movimentam R$ 176 milhões, reunindo 180 mil agricultores, que cultivam 77 mil hectares de erva-mate em 486 municípios do Sul do Brasil.

Estima-se que a indumentária dos gaúchos e das prendas soma cerca de R$ 150 milhões. Já o setor de eventos, como rodeios, bailes e outras atividades de lazer, movimentam R$ 158 milhões. Os gastos com animais (cavalo, encilha, transporte) chegam a R$ 342 milhões. Hoje, o Rio Grande do Sul tem 1,8 mil Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) espalhados pelo Estado.

O titular da Sedec, Ernani Polo, explicou que uma das finalidades do projeto é facilitar o entendimento sobre os reflexos da cadeia. “Por meio dessa pesquisa acadêmica, será possível catalogar a geração de emprego e de renda desse setor produtivo”, realçou.

O reitor  Cleber Prodanov afirmou que o estudo pode ser um caminho para políticas públicas de fomento às tradições. “Será uma ferramenta séria e científica para subsidiar ações em prol do desenvolvimento dessa área de relevância econômica e cultural”, salientou.

O professor de Economia da instituição, José Antônio Ribeiro de Moura, que construiu o documento, disse que essa reunião servirá para definição da metodologia de trabalho e do escopo da pesquisa. “O estudo visa mensurar a contribuição do segmento e o potencial de consumo, incluindo atividades correlatas, rodeios, música e turismo”, explicou.

Também participaram da reunião a secretária-adjunta da Cultura, Gabriella Meindrad, e representantes de entidades tradicionalistas.

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Luiz Antônio Alves
13 de julho de 2023 11:45

Parabéns aos acadêmicos. Até que enfim estão analisando o PIB DO GAÚCHO. Se o jornal O SUL ou o pessoal envolvido no projeto quiser eu modestamente escrevi vários artigos em jornais aqui da região anos atrás sobre o assunto. É uma relação com comentários sobre o grande volume de produtos e até shows artísticos que movimentam o tradicionalismo todos os dias. Os jornais não têm arquivo, mas alguns eu publiquei no meu site e quem saber repercuti no facebook para amigos. Na época ninguém dava bola para o assunto e não repercutiam porque o cara aqui não é famoso.

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