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Por Redação O Sul | 30 de abril de 2020
Uma revisão feita a partir de estudos envolvendo o novo coronavírus indica que a transmissão da Covid-19 de crianças para adultos pode não ter tido um “papel significativo” na disseminação do vírus. Segundo a análise, feita em parceria com Royal College of Pediatrics and Health Child (RCPCH), do Reino Unido, a Covid-19 parece afetar crianças com menos frequência e com menor gravidade.
Dos casos oficiais e suspeitos da doença, 32% eram assintomáticos em crianças com idades entre seis e 10 anos. Cerca de 10% apresentaram diarreia e/ou vômito como sintomas.
Os pesquisadores analisaram 78 estudos de diferentes partes do mundo, a maioria originados na China, onde a disseminação do coronavírus teve início.
O levantamento aponta que não houve um único caso de criança com menos de 10 anos transmitindo a Covid-19 com base no rastreamento de contatos realizados pela Organização Mundial de Saúde.
“Há evidências de doenças críticas, mas são raras. O papel das crianças na transmissão não é claro, mas parece provável que elas não desempenhem um papel significativo”, afirmou Alasdair Munro, pesquisador clínico de doenças infecciosas pediátricas, que liderou a análise.
Apesar dos resultados da análise, os especialistas reforçam que ainda são necessárias mais evidências. O professor Russell Viner, presidente do RCPCH, afirmou ao Daily Telegraph que ainda é cedo para dizer que as crianças podem voltar a abraçar seus avós.
“Em todo o mundo não estamos vendo evidências de que crianças estejam envolvidas na disseminação ou transmissão do vírus, mas não temos evidências suficientes”, destacou Viner.
Crianças e avós
As autoridades suíças disseram que é seguro que crianças menores de 10 anos abracem seus avós, autorizando o cumprimento. O responsável do Ministério da Saúde do país pela área de doenças infecciosas, Daniel Koch, disse que cientistas concluíram que as crianças não transmitem o novo coronavírus. Entretanto, ele também alertou que os encontros devem ser breves e que os avós não podem ficar tomando conta dos pequenos, segundo informou a BBC.
“As crianças não estão infectadas e não transmitem o vírus. Elas não têm os receptadores para pegar a doença”, afirmou Koch, que acrescentou que a antiga recomendação foi feita pela falta de informação sobre a Covid-19.
O representante do Ministério da Saúde ainda ressaltou que muitos avós “vivem para ver os netos” e que isso é muito importante para a saúde mental deles.
A nova recomendação da Suíça, segundo a BBC, foi tomada após consultas com especialistas de universidades em Zurique, Berna e Genebra. A medida se aplica a crianças que não apresentem sinais de alguma doença. No entanto, jovens acima dos 10 anos devem evitar contato com os avós.
A decisão, porém, não é vista com unanimidade. O reconhecido virologista alemão Christian Drosten disse à rede de televisão austríaca ORF que não há dados suficientes para concluir que as crianças não transmitem o vírus. Ele acrescentou que as informações sobre essa questão têm sido diferentes em diversos estudos. As informações são do portal de notícias UOL, do jornal Extra e de agências internacionais de notícias.
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