Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de junho de 2021
A melhor maneira de prevenir a evolução de novas variantes do coronavírus é diminuindo sua transmissão, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta sexta-feira (25).
“Novas variantes são esperadas e continuarão sendo registradas — é isso que os vírus fazem, eles evoluem — mas podemos prevenir o surgimento de variantes evitando a transmissão da covid-19”, disse Tedros, observando que o órgão está preocupado com a rápida disseminação da variante delta.
“É muito simples: mais transmissão, mais variantes. Menos transmissão, menos variantes”, disse.
O diretor da OMS disse também estar preocupado com a falta de oferta de vacinas contra a covid-19 aos países mais pobres. Tedros mencionou a demora a esses países em adquirir medicamentos para tratar HIV e o atraso na entrega de vacinas contra H1N1, duas outras grandes e recentes crises mundiais de saúde.
“Queremos repetir isso tudo, de novo?”, indagou.
Variante delta
A variante delta, inicialmente detectada na Índia, tem se tornado dominante pelo mundo, apontou a própria OMS na semana passada.
Houve altas de casos ligados a essa mutação em países como Israel e Reino Unido, que já têm a maioria da população vacinada. Entretanto, as vacinas continuam protegendo contra essa cepa, dizem especialistas e os próprios números desses países — não houve alta no número de mortos.
Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes. Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações — e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.
Distribuição
A Casa Branca apresentou no início desta semana o plano para compartilhar mais 55 milhões de vacinas contra a covid-19 em todo o mundo. América Latina e Caribe vão receber 14 milhões de doses — inclusive o Brasil.
Cerca de 75% das doses serão distribuídas via Covax Facility, programa de compartilhamento de vacinas contra a covid-19 coordenado pela OMS e destinado a países pobres. Os outros 25% irão para “prioridades regionais”.
As doses fazem parte da promessa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de doar 80 milhões de vacinas produzidas no país (60 milhões de doses da AstraZeneca e mais 20 milhões da Pfizer/BioNTech, da Moderna e da Johnson & Johnson).
A distribuição das primeiras 25 milhões de doses foi divulgada no início do mês — e também incluía o Brasil. Dessa primeira remessa, seis milhões de doses eram para América Latina e Caribe.
Todas elas serão distribuídas até o fim deste mês, segundo o comunicado da Casa Branca.
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