Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 12 de agosto de 2026
Baptista Junior deixou o comando da Aeronáutica em janeiro de 2023.
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior relata, em um novo livro, episódios de pressão exercida pelo então presidente Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2022 e durante as articulações que buscavam impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Baptista Junior comandava a Aeronáutica no período posterior ao segundo turno das eleições, quando integrantes do governo Bolsonaro discutiam alternativas diante da vitória de Lula. O militar afirma que manteve uma posição de respeito à Constituição e à decisão das urnas.
Entre os episódios relatados está uma reunião no Palácio da Alvorada na qual Bolsonaro teria dito ao então comandante da Aeronáutica: “Já te dei dois cartões amarelos”. A declaração foi interpretada por Baptista Junior como uma forma de pressão diante de suas manifestações públicas em defesa do cumprimento da legislação e da posse do presidente eleito.
Em entrevistas concedidas após as eleições de 2022, Baptista Junior já havia afirmado que as Forças Armadas cumpririam a Constituição e reconheceriam o resultado das urnas. Segundo relatos publicados sobre o livro, essas posições contrariavam expectativas de integrantes do entorno de Bolsonaro.
O ex-comandante também descreve as discussões envolvendo os comandantes das Forças Armadas e integrantes do governo no período que antecedeu os atos de 8 de janeiro de 2023.
A atuação dos militares é considerada um dos pontos centrais dos relatos sobre as articulações golpistas após a eleição. O posicionamento dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica foi importante para impedir que propostas de ruptura institucional avançassem.
Baptista Junior deixou o comando da Aeronáutica em janeiro de 2023. Em depoimentos posteriores, afirmou que não concordava com qualquer iniciativa que pudesse interromper o processo de transição de governo.
O episódio dos chamados “cartões amarelos” ganhou destaque com a divulgação de trechos do livro nesta semana. Segundo o ex-comandante, a expressão utilizada por Bolsonaro fazia referência a advertências anteriores e representava uma tentativa de pressioná-lo a modificar sua postura.
O relato se soma a outros depoimentos de integrantes das Forças Armadas que participaram das reuniões realizadas após a eleição de 2022.
As informações sobre o livro foram divulgadas nesta quarta-feira (12), em meio à repercussão dos desdobramentos judiciais relacionados à tentativa de golpe de Estado.
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Explica para este melancia idiota q só quer aparecer e ganhar uma grana com seu livreco, q o Artigo 142 está na CF Federal e nao existe crime algum discutir sobre isso, a eleição teve um presidente do TSE parcial e qlqr pessoa com 2 neuronios sabe disso!
Quer prova maior que essa para termos cert5absoluta que o presidiário jair MESSIAS queria dar um golpe e se perpetuar com sua ” MARAVILHOSA” família no poder?? Adivinhem o que eles fariam se o golpe tivesse dado certo…. como tem marginal apoiando essa gentalha!!!!