Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de maio de 2026
Depois de ter sido solta na Itália, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) gravou vídeo comemorando a libertação pela Justiça do país. Ao lado dos advogados que atuam em sua defesa em Roma, ela agradeceu pelo trabalho dos dois. A gravação foi postada pelo deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP) em seu perfil no Instagram na noite de sexta-feira (22).
No vídeo, ela agradeceu a Deus pelo resultado de sua soltura e disse que está “livre, graças a Deus, pra continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo logo vocês vão saber”.
A Corte de Cassação da Itália, instância máxima da Justiça italiana, anulou a decisão que havia autorizado a extradição de Carla Zambelli e determinou a libertação da ex-deputada.
A defesa informou que ainda analisa os efeitos da decisão para definir os próximos passos. Entre as dúvidas está se Zambelli deverá permanecer na Itália ou se poderá viajar para outro país sem ser detida, já que seu nome está na lista de difusão vermelha da Interpol.
A decisão da Justiça italiana de libertá-la foi tomada na mesma semana em que o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotassem providências para viabilizar a extradição da bolsonarista. A ordem de Moraes teve como base uma decisão anterior da Justiça italiana, em Roma, favorável ao pedido brasileiro.
Os dois processos estão ligados às condenações impostas pelo STF à ex-parlamentar. No caso da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli foi condenada a dez anos de prisão. Foi com base nessa sentença que o Brasil solicitou sua extradição à Justiça italiana, que em março havia dado parecer favorável ao pedido.
Segundo a defesa, a decisão da Corte de Cassação alcança também o segundo pedido de extradição apresentado pelo Brasil, relacionado à condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Zambelli, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado. Após passar pelos Estados Unidos, mudou-se para a Itália. Dois meses depois, foi presa e declarou que pretendia ser julgada no país europeu.
Em dezembro, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação da então parlamentar numa tentativa de preservar seu mandato. O STF, porém, anulou a votação e determinou diretamente a perda do mandato em razão da condenação criminal. (As informações são da CNN Brasil e O Globo)
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