Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de janeiro de 2016
Documento apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, atribui ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a revelação de que o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (PT), recebeu um grande aporte de recursos para a campanha ao Executivo da Bahia em 2006. Segundo Cerveró, o dinheiro teria sido desviado da estatal e dirigido pelo então presidente da petroleira, José Sérgio Gabrielli.
Wagner foi eleito governador baiano naquele ano e reeleito em 2010. Em outubro de 2015, assumiu à Casa Civil, deixando o Ministério da Defesa. O documento é um resumo das informações que Cerveró prestou à PGR (Procuradoria-Geral da República) antes de fechar acordo de delação premiada.
Segundo o jornal Valor Econômico, os papéis foram apreendidos em 25 de novembro de 2015, quando Delcídio foi preso sob a acusação de tramar contra a Operação Lava-Jato. O senador, que continua na cadeia em Brasília, temia as revelações de Cerveró à PF (Polícia Federal) e ao MPF (Ministério Público Federal). (AE)
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