Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 9 de janeiro de 2016
Mensagens apreendidas no celular do empreiteiro e ex-presidente da OAS Léo Pinheiro acenderam sinal de alerta na Operação Lava-Jato sobre indícios de reprodução do esquema de corrupção das fornecedoras da Petrobras em fundos de pensão e no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), com o pagamento de propinas ao PT e ao PMDB.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), as mensagens indicaram que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto cobraram vantagens indevidas por operações de capitalização das empresas da OAS.
O foco das suspeitas são emissões de debêntures, que tiveram adesão de bancos estatais, fundos de pensão e o FI-FGTS (Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). As companhias do grupo OAS emitiram quase 3 bilhões em títulos desde 2010.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, escreveu nos autos da Operação Catilinárias que pelas mensagens, há aquisição de debêntures emitidas pelas empresas, que são comprados ou por bancos ou por fundos de pensão, onde há ingerência política. A Catilinárias é um desdobramento da Lava-Jato.
Janot observou no texto que tudo foi organizado mediante pagamento de vantagens indevidas aos responsáveis por indicações políticas, inclusive doações oficiais. Pinheiro foi preso em 2014 e condenado a 16 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. (Folhapress)
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