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Política Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal é transferido para Brasília para cumprir prisão preventiva após tentativa de fuga

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Ele cumprirá prisão preventiva determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Foto: PF/Divulgação
Michael Myers trabalhava junto à Polícia Federal na troca de informações desde 2024. (Foto: PF/Divulgação)

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi transferido para Brasília neste sábado (27), após ser preso no Paraguai na sexta-feira (26), depois de deixar o Brasil sem autorização judicial. Ele cumprirá prisão preventiva determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Vasques foi detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador, com escala no Panamá. No momento da prisão, ele portava documentos paraguaios — uma cédula de identidade e um passaporte — em nome de Julio Eduardo Baez Fernandez, cidadão paraguaio nascido em 1981, em Ciudad del Este. Os documentos eram válidos e continham a foto do ex-diretor da PRF.

Na noite de sexta-feira, Silvinei foi entregue pela Polícia Nacional do Paraguai às autoridades brasileiras na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este. Ele ocupou o cargo máximo da PRF durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi condenado pelo STF, há dez dias, a 24 anos e seis meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.

Segundo a Polícia Federal (PF), a fuga foi planejada. Silvinei rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou sua residência, em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis, na noite do dia 24 de dezembro. Ele teria alugado um veículo e percorrido cerca de 1.300 quilômetros até o Paraguai, em uma viagem estimada em ao menos 18 horas.

Imagens de segurança do prédio onde morava mostram que ele saiu do local por volta das 19h da véspera de Natal, carregando bolsas no porta-malas de um carro alugado. No banco do passageiro, havia itens de uso pessoal e um cachorro. A ausência foi percebida pelas autoridades na madrugada do dia 25, quando a tornozeleira deixou de emitir sinais de localização.

Agentes da Polícia Penal de Santa Catarina, responsáveis pelo monitoramento eletrônico, foram até o endereço do ex-diretor da PRF ainda no dia de Natal, mas não encontraram ninguém. A tornozeleira eletrônica violada não foi localizada.

No aeroporto de Assunção, Silvinei também portava uma carta em espanhol na qual afirmava ser a pessoa identificada nos documentos paraguaios e alegava estar em tratamento contra um suposto câncer no cérebro, o que, segundo o texto, o impediria de falar ou compreender perguntas. A PF confirmou sua identidade após receber imagens enviadas pela polícia paraguaia.

Natural de Ivaiporã (PR), Silvinei Vasques ingressou na PRF em 1995 e construiu carreira de 27 anos na corporação. Ele se aposentou voluntariamente em dezembro de 2022, com salário integral, logo após as eleições presidenciais.

As investigações apontam que, em 2022, Silvinei teria utilizado a estrutura da PRF de forma política para dificultar o deslocamento de eleitores no Nordeste, região onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva liderava as pesquisas. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ações como blitze e fiscalizações foram intensificadas de forma direcionada, com o objetivo de interferir no processo eleitoral.

A PGR afirma que essas diretrizes teriam sido planejadas no âmbito do Ministério da Justiça, com aval do então ministro Anderson Torres, e executadas pela cúpula da PRF, sob comando de Silvinei Vasques.

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Vanderlei Ochoa
27 de dezembro de 2025 16:47

Um tenta detonar a tornozeleira com ferro de solda. Outro rompe a tornozeleira e vai para o Paraguai com passaporte falso. Outro foge pela fronteira e se manda do Brasil. Fazendo uma analogia: o ratos abandonamos barco que está afundando. E de forma ridícula. Temos que rir desses picaretas. Se não fosse o STF hoje estaríamos embaixo das patas dessa marginalha. O que fariam com o Brasil e seu povo esses marginais????

Vanderlei Stefani
27 de dezembro de 2025 21:07

Isso não é fuga; é sketch. É o sujeito achando que o mundo funciona como grupo de WhatsApp bolsonarista: muita convicção, zero checagem.

Só riso mesmo. Porque quando a tentativa de golpe vira tentativa de fuga, e a fuga vira pastelão, a Justiça nem precisa ser severa – ela só deixa o roteiro andar.

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