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Política Ex-diretor do Ministério da Saúde diz que “nunca” tratou de propina e que foi usado como “fantoche”

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Segundo o ex-diretor, não houve negociação com a Davati, porque a empresa não apresentou a documentação necessária. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, afirmou nesta quinta-feira (1º) que “nunca” tratou de propina na negociação de vacinas. O ex-diretor da pasta disse que está sendo usado como “fantoche” para atingir ou proteger alguém.

Ele confirmou ter participado de um reunião com Luiz Paulo Dominghetti, que seria representante da empresa Davati sobre uma possível oferta de imunizantes da AstraZeneca.

“É importante frisar que, ao contrário do que é alegado pelo Dominghetti, o tema propina, pedido de dinheiro, facilitação… nunca foi tratado à mesa ou em qualquer outro ambiente em que eu estive presente”, afirmou.

“Porém, preciso saber qual a motivação desse senhor para nesse momento vir contar essa história absurda. Quem ele quer atingir ou proteger? Estou sendo usado de fantoche para algo?”, questionou.

Segundo o ex-diretor, não houve negociação com a Davati, porque a empresa não apresentou a documentação necessária. Dias também citou que vai entregar à CPI da Covid seus registros de conversa com o servidor Luís Ricardo Miranda sobre a compra da Covaxin.

Ele nega ter pressionado Luis Ricardo para compra do imunizante indiano. O ex-diretor de logística terminou a nota dando a entender que há outros envolvidos em irregularidades, mas que ainda não foram expostos. “O fato é que, manifestamente, existem terceiros interessados…”, concluiu.

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