Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de julho de 2019
Um dos grandes patrocinadores nos Estados Unidos da indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada em Washington foi o empresário Clifford Sobel, que serviu como embaixador no Brasil de 2006 a 2009, durante o governo de George W. Bush. Sobel é próximo ao atual presidente dos EUA, Donald Trump, e ao assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton.
Em janeiro deste ano, foi nomeado por Trump para integrar o Conselho de Assessoria em Inteligência da Casa Branca. Um dos principais arrecadadores de recursos para o Partido Republicano e influente na comunidade judaica, Sobel é dono do Valor Capital Group, que investe em empresas de tecnologia no Brasil e nos Estados Unidos.
O empresário ajudou a agendar encontros durante a visita de Bolsonaro a Washington, em março, e teria incentivado a entrada de Eduardo no Salão Oval para o encontro bilateral entre o presidente brasileiro e Trump, episódio que causou mal-estar com o chanceler Ernesto Araújo.
Depois, quando Bolsonaro cancelou sua ida a Nova York devido a protestos e à reação do prefeito da cidade, o democrata Bill de Blasio, Sobel costurou, na última hora, encontro de Bolsonaro com Bush no Texas.
O mais cotado para assumir a embaixada, Nestor Foster, muito próximo a Ernesto, foi pego de surpresa pelo anúncio da decisão do presidente de indicar Eduardo para a representação diplomática brasileira nos EUA, segundo vários relatos.
Na última quinta-feira (11), Bolsonaro disse que decidiu indicar seu filho Eduardo como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas que cabe ao atual deputado federal aceitar ou não o cargo. Advogado e escrivão da Polícia Federal, Eduardo não tem formação internacional específica. É um dos mais influentes expoentes do chamado grupo ideológico do governo, influenciado pelas ideias do escritor brasileiro radicado nos EUA Olavo de Carvalho.
Foi ele quem avalizou a indicação, feita por Olavo, do diplomata Ernesto Araújo para o cargo de chanceler. Ambos têm trabalhado em dupla, com o deputado à frente da Comissão de Defesa e Relações Exteriores da Câmara, e trocam elogios constantemente. No Itamaraty, desafetos do ministro inclusive chamam Eduardo de “chanceler sombra”, por fazer a ligação direta entre Araújo e o pai presidente.
Marco Feliciano
O pastor Marco Feliciano diz ser a favor de Eduardo Bolsonaro se tornar embaixador porque “esquerdistas carimbados são contra”. Para o pastor, os governos anteriores “entregaram nossa diplomacia para ditaduras comunistas sangrentas e agora posam de paladinos da moralidade”, escreveu em uma rede social.
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