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Esporte Ex-jogadora de vôlei, a senadora Leila propõe vacinar atletas brasileiros contra o coronavírus antes da Olimpíada do Japão

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Ideia da parlamentar é de que as doses sejam adquiridas pela iniciativa privada. (Foto: Divulgação/Senado)

Medalhista olímpica duas vezes pela Seleção Brasileira de vôlei, a senadora Leila Barros (PSB-DF) propôs emenda ao Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 43/2020 para vacinar contra o coronavírus atletas, comissões técnicas e demais integrantes de delegações do Brasil antes das disputas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio (Japão), entre julho e setembro.

A ideia é de que as doses seriam adquiridas pela iniciativa privada. Assim, os esportistas não “furariam” a fila dos grupos de prioridade, como profissionais de saúde e idosos. O objetivo é permitir aos atletas e paratletas viajarem em maior segurança para os Jogos de Tóquio.

“Sei que existe uma corrida em busca dos imunizantes e a preocupação de que o cronograma de imunização do Sistema Único de Saúde [SUS] não seja comprometido”, admite. “Por isso, a minha emenda permite que as doses sejam adquiridas com recursos privados, desde que o governo federal autorize.”

Ela sublinhou que não está defendendo a inclusão dos atletas em grupos prioritários para a vacinação. “Trata-se, apenas, de uma imunização em tempo hábil até a realização dos Jogos.”

Política

Senadora em primeiro mandato, a popularmente conhecida “Leila do Vôlei” tem 49 anos. Como atleta, foi duas vezes medalhista olímpica de bronze: Atlanta (Estados Unidos) em 1996 e Sydney (Austrália) em 2000.

Em 2014, ela concorreu a um assento na Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Com 11.125 votos, ou 0,73% dos votos válidos, foi a segunda mais votada da legenda e a 28ª no geral, obtendo a primeira suplência.

Após a eleição, declarou que não descartaria concorrer novamente a um cargo público eletivo. Em dezembro daquele mesmo ano, o governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, anunciou a designação de Leila para o seu governo, como secretária de Esportes.

Em março de 2018, ela desfiliou-se do PRB, logo depois ingressando no Partido Socialista Brasileiro (PSB), cuja liderança distrital a incentivava a concorrer à Câmara dos Deputados ou ao Senado. Optou eventualmente por concorrer ao Senado, liderando as pesquisas de opinião.

Durante a campanha, defendeu o corte de “privilégios” e manifestou-se contrária à liberação da maconha e à descriminalização do porte de armas. Em outubro, foi eleita com 467,5 mil votos, ou 17,76%, sendo a mais votada daquela eleição. Foi a primeira mulher a ser eleita ao Senado pelo Distrito Federal.

Empossada no Senado em fevereiro de 2019, Barros foi eleita para ocupar a 4ª suplência da Mesa Diretora do Senado, sendo a única mulher do colegiado. Durante a disputa pelo comando da casa, defendeu o voto aberto na escolha do presidente e confirmou voto no senador José Reguffe.

Como senadora, integrou o Bloco Parlamentar Senado Independente e manifestou oposição ao presidente Jair Bolsonaro.  Em junho de 2019, votou contra o Decreto das Armas do governo, que flexibilizava porte e posse para o cidadão.

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