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Brasil O ex-médico condenado a 14 anos de prisão por matar a amante foi encontrado morto com implante de silicone no peito e nas nádegas

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Ex-cirurgião plástico Farah Jorge Farah. (Foto: Reprodução)

O ex-médico Farah Jorge Farah, encontrado morto em sua casa, na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista, aplicou silicone no peito e nas nádegas, vestiu roupas femininas e ouviu uma música fúnebre não identificada antes de cometer suicídio, segundo a polícia.

Condenado a 14 anos de prisão por assassinar e esquartejar a amante em 2003, Farah se matou com dois cortes na veia femoral (virilha), pouco antes da entrada de policiais na residência para o cumprimento de um mandado de prisão. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves confirmou a morte do ex-médico no início da tarde desta sexta-feira (22).

Ele contou que, além da aplicação de silicone em partes íntimas do corpo, Farah Jorge Farah vestiu saia e top.

“Ele injetou silicone nos seios [peito] e nas nádegas, sim senhor. Quando eu cheguei, ainda dava pra ouvir baixinho uma música fúnebre, não sei qual era. Ele vestia uma saia e um top. Quando finalmente entrei na casa, ele já estava morto e tinha muito sangue no quarto”, contou Nico Gonçalves.

Policiais civis foram à casa do ex-médico nesta sexta-feira para cumprir uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em sessão nesta quinta-feira, a Corte havia determinado o cumprimento da prisão do ex-médico, que fora condenado em 2014 por matar e esquartejar uma mulher. Há três anos, Farah aguardava o julgamento dos seus recursos em liberdade.

“Quando chegamos para cumprir o mandado de prisão, a porta estava trancada e ninguém atendia. Arrombamos a porta, e [vimos que] ele se matou”, afirmou o delegado.

Por volta das 13h30min, um perito do Instituto de Criminalística analisava o corpo de Farah para determinar oficialmente a causa da morte.

Pouco antes das 16h, o cadáver foi retirado da casa e levado ao Instituto Médico Legal (IML), na região central de São Paulo.

Crime 

Em 23 de janeiro de 2003, Farah matou sua amante e cliente Maria do Carmo Alves, então com 46 anos, em sua clínica de cirurgia plástica em Santana, Zona Norte. Segundo a denúncia do Ministério Público, o cirurgião pretendia colocar fim à relação e atraiu a vítima com a promessa de que faria uma lipoaspiração.

Após sedar e matar Maria do Carmo, Farah cortou o corpo da vítima em pedaços, que colocou em sacos plásticos. O ex-médico teve o cuidado de tirar a pele da ponta dos dedos para tentar dificultar a identificação do cadáver. Dois dias depois do crime, Farah se internou em uma clínica psiquiátrica e confessou o assassinato à polícia.

Os sacos plásticos com partes do corpo de Maria do Carmo estavam no porta-malas do carro de Farah.

A defesa de Farah alegou que, antes do crime, o cirurgião vinha sendo perseguido pela vítima. E que ele a matou ao tentar se proteger de um ataque feito por ela quando os dois estavam sozinhos no consultório médico.

Em um primeiro julgamento, realizado em 2008, Farah foi condenado a 12 anos de prisão. Os advogados do ex-médico conseguiram anular o resultado do Júri em 2013, e um novo julgamento foi marcado para o ano seguinte. Em maio de 2014, ele foi novamente condenado, desta vez a 16 anos de prisão, pena que seria reduzida para 14 anos porque ele confessou o crime.

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