Sábado, 29 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
17°
Light Rain

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ex-ministro da Justiça e senador Flávio Dino critica proposta de mandato fixo para ministro do Supremo e sai em defesa de Alexandre de Moraes

Compartilhe esta notícia:

Conforme Dino, há “falsas soluções” sendo colocadas em debate, como a defesa de impeachment de ministros do STF.

Foto: Jeferson Rudy/Agência Senado
A decisão de Dino foi uma resposta a um pedido do PSOL. (Foto: Jeferson Rudy/Agência Senado)

O ex-ministro da Justiça e senador Flávio Dino (PSB-MA), que está prestes a assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta semana ações do Senado para restringir poderes da Corte.

Conforme Dino, há “falsas soluções” sendo colocadas em debate, como a defesa de impeachment de ministros do STF. Dino usou seu discurso na tribuna do Senado também para defender o ministro do Supremo Alexandre de Moraes. O senador disse que o magistrado é alvo de “ataques pessoais”, mesmo que suas decisões tenham sido confirmadas pelo plenário do STF em diversos casos.

“Vejo por exemplo ataques pessoais a vários ministros, com mais frequência ao ministro Alexandre de Moraes. Pergunto, as decisões do ministro são irrecorríveis? Não. Qual a decisão que foi revista pelo plenário do STF? Nenhuma. Então por que ataque pessoal se as decisões são respaldadas pelo colegiado?”, questionou Dino em seu discurso.

O futuro ministro do Supremo afirmou que a defesa do impeachment de ministros da Suprema Corte é uma “falsa solução” para problemas do País.

“Vejo com muita preocupação falsas soluções. A ideia de que o Senado é quase que obrigado moralmente a votar o impeachment de um ministro do STF. Não existe impeachment por gosto, por conteúdo de decisão judicial. Isso é perigoso porque leva o debate para o território do extremismo”, declarou.

Em discurso na tribuna do Senado, que ocupou pela primeira vez na terça-feira (6), e novamente na quarta (7), Dino disse, primeiramente que a existência de mandatos para ministros da Suprema Corte não define se é compatível ou não com a democracia.

“Não é a mera existência de mandato no Tribunal Supremo que define se ele é compatível ou não com a democracia. Porque se houvesse esse automatismo, esse absolutismo no diagnóstico, significa dizer que o Tribunal Supremo dos EUA é antidemocrático”, disse.

Dino citou o caso de alguns “justices” (nome dado aos juízes equivalentes a ministros do STF) na Suprema Corte norte-americana. Disse que alguns ficam 30 anos no cargo, o que não representa, em si, algo antidemocrático. Entre os atuais juízes, por exemplo, Clarence Thomas está no cargo há 32 anos. John Roberts e Samuel Alito estão na Corte há 18 anos.

“O tribunal supremo dos EUA é ditatorial? O fato de haver justices que ficam 30 anos no tribunal configura uma ditadura?”, questionou o atual senador e futuro ministro do Supremo.

O Senado aprovou, no ano passado, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita decisões monocráticas de ministros do STF. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já anunciou que pretende pautar, neste ano, uma proposta para fixar mandatos para os magistrados da Suprema Corte.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

6 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Vanderlei Ochoa
10 de fevereiro de 2024 16:07

NÃO P…EIDA, almeida.

Toni Fernando Vargas Herzer
10 de fevereiro de 2024 11:18

E o dino viu que vai perder a boquinha das lagostas com mandato de “apenas” 11 anos e está contra. Na sua amada doutrina comunista, qualquer poder conseguido é para sempre.

Cezar Roldão Schuaste
10 de fevereiro de 2024 13:33

Já está dentro do corporativismo-ativista sem duvidas, mas ALÁ é maior.

Andre Palo
10 de fevereiro de 2024 14:09

Se estão reclamando …è ruin para eles??
Então é otimo….Maravilhoso para o Brasil e os brasileiros….

Vanderlei Stefani
10 de fevereiro de 2024 14:37

💥 Peguem as pipocas 🍿🍿🍿
___Vem aí, a segunda fase da operação “Tempus Veritatis” mirando deputados e senadores.

Vanderlei Ochoa
10 de fevereiro de 2024 15:30

Buenas. Agora a cobra vai fumá….viva o DINO!!!

Partidos devem ter candidaturas femininas viáveis até o fim, avisa o Tribunal Superior Eleitoral
Supremo suspende novo júri da Boate Kiss
Pode te interessar
6
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x