Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de dezembro de 2021
O ex-ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, foi convidado a assumir um cargo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 22 de fevereiro, junto com o início da presidência do ministro Edson Fachin. O convite foi para que ele permaneça na função também na gestão do ministro Alexandre de Moraes, que assume o comando da Corte Eleitoral em agosto de 2022, às vésperas das eleições presidenciais.
Demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em março deste ano, o general, segundo interlocutores, já aceitou a proposta e deverá ocupar o cargo de diretor-geral do TSE. A informação foi revelada pelo site da revista Veja e confirmada pelo jornal O Globo.
Segurança das urnas
No posto, Azevedo deverá atuar como administrador do tribunal. Ao diretor-geral, respondem secretarias de Gestão de Pessoas; Planejamento, Orçamento e Contabilidade, e a da Tecnologia da Informação, que entre outras funções é responsável por fiscalizar o funcionamento e a segurança das urnas eletrônicas.
Segundo informações do jornal O Globo, o convite ao general foi feito pelos ministros Fachin e Moraes, os próximos presidentes do TSE e integrantes também do Supremo Tribunal Federal (STF). Azevedo tem bom trânsito entre os ministros desde que atuou por um ano como assessor do ministro Dias Toffolli, quando ele foi presidente do STF.
O militar deixou o cargo ao ser convidado para se tornar ministro da Defesa de Jair Bolsonaro no início de 2019. Azevedo foi demitido em março deste ano pelo presidente da República, que insistia em ter os comandos das Forças Armadas mais alinhados. O então ministro resistia em fazer as substituições e acabou demitido.
Declarações públicas
Desde que deixou o governo, Azevedo evitou declarações públicas. Segundo pessoas próximas, o militar foi sondado para ocupar outras posições, mas considerou o cargo no TSE o “mais independente” para atuar.
A chegada do militar ao TSE coincide também com o convite feito pela Corte para que as Forças Armadas participem da Comissão de Transparências das Eleições (CTE). O gesto foi feito em setembro após o presidente Bolsonaro por diversas vezes questionar, sem provas, a segurança das urnas eletrônicas. Enquanto atuou ao lado de Toffoli no STF, Azevedo se destacou por aproximar os magistrados dos militares. As informações são do jornal O Globo.
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