Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de julho de 2015
O ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, alvo da Operação Lava-Jato, transportou propina do esquema de corrupção na Petrobras em mochilas e sacolas cheias de dinheiro vivo, segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, que virou delator. Pessoa disse em sua delação premiada que os pagamentos eram feitos pessoalmente por ele na sede de sua empresa, em São Paulo.
Secretário de Assuntos Estratégicos do governo Fernando Collor de Mello (1990-1992), Leoni é apontado por delatores como o elo entre o ex-presidente (hoje senador pelo PTB-AL) e o esquema. O relato dos pagamentos foi feito pelo próprio dono da UTC em trecho de seu acordo de delação com o Ministério Público Federal.
Apontado como chefe do clube de empreiteiras que desviou verba da estatal, Pessoa detalhou o esquema da propina, passando por uma empresa que comercializa camarotes para corridas de Stock Car, a Rock Star. A operação funcionava da seguinte forma: a UTC fechava contratos fictícios com a Rock Star e com a SM Terraplanagem, e simulava contratos de advocacia com o escritório de Roberto Trombeta. Segundo Pessoa, a dinâmica foi criada para maquiar os repasses ao grupo de Collor.
O empresário disse que pagou 20 milhões de reais em propina para fechar contratos na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, e que parte disso seria destinado ao senador. (Folhapress)
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