Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de setembro de 2025
Mais de um ano após sugerir que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fosse “guilhotinado”, o ex-prefeito da cidade de Farroupilha (Serra Gaúcha) Fabiano Feltrin foi denunciado pelo titular da Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, à Corte máxima. A acusação é de incitação ao crime de homicídio, cuja pena pode chegar a seis meses de prisão.
Na origem do processo está um ato público realizado em um parque local no dia 25 de julho de 2024 e com transmissão pelas redes sociais. Feltrin exercia o último ano de seu mandato à frente do Executivo local (ele não disputou a reeleição para o cargo) e estava acompanhado no evento pelo ex-presidente Jair Bolsonaro – ambos são vinculados ao PL.
Em determinado momento, um dos integrantes da comitiva de Bolsonaro aparece comentando não ter gostado “de uma estátua em homenagem a Alexandre de Moraes”. Tratava-se de uma referência a uma escultura de figura humana exposta no local e que supostamente apresentava semelhança com o magistrado.
O então prefeito então respondeu, dirigindo-se a um deputado estadual que acompanhava o ex-presidente: “Aqui não tem isso! Eu vou mostrar aqui para ele qual é a homenagem… Basta colocar ele aqui na guilhotina, ó… Aqui está a homenagem para ele”.
Na verdade, o que ele manuseia na ocasião é uma réplica de berlinda, antigo instrumento de punição semelhante a uma guilhotina. A câmera mostra Feltrin, sua fala e o objeto – o vídeo foi anexado pela Polícia Federal (PF) entre as provas da investigação, cuja denúncia ao STF está sob relatoria do próprio Alexandre de Moraes – o ministro intimou nesta semana o denunciado a apresentar defesa prévia em um prazo de 15 dias.
Embasamento
A PGR levou adiante o caso por considerar grave o fato de a manifestação ter sido realizada em ambiente público, com diversas pessoas presentes e ampla divulgação pela imprensa e em redes sociais como o Instagram.
Para o Ministério Público Federal (MPF), a fala do então chefe do Executivo municipal banaliza o cometimento de crimes contra autoridades, ao incitar de forma explícita a violência contra um magistrado do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria também pediu a fixação de valor para reparação dos danos causados pelo crime.
Em manifestações anteriores, Feltrin disse ter ficado “surpreso” com a repercussão do caso e chegou a pedir desculpas. Ele argumentou que tudo não passou de “brincadeira, sem intenção de ofender Alexandre de Moraes”. Sua defesa informou a veículos de imprensa, nesta semana, que ele permanece confiante em um desfecho favorável.
(Marcello Campos)
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Só mais um poerseguido politico…
Acabar com a oposição…este é o GORPI.
SINTO NOJO DO POVO BRASILEIRO.
rollingstone.com.br…….
Coletivo de arte usa ‘cabeça de Bolsonaro’ como bola de …
O coletivo de arte Indecline realiza o projeto Freedom Kick…..
Um homem público no caso um prefeito tem que pensar, antes de falar besteiras em público? INCITAÇÃO ao Crime está previsto em nosso Código Penal.. Agora se aguente perante a sua punição. Não venha com essa tal livberdade de expressão.