Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de setembro de 2016
O ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro, conhecido como Léo Pinheiro, foi preso em São Paulo pela Operação Lava-Jato na manhã desta segunda-feira (05). Ele também foi alvo de um mandado de condução coercitiva, nesta segunda, na Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos principais fundos de pensão do País.
O empresário havia sido preso na sétima fase da Lava-Jato, em novembro de 2014, e atualmente cumpria prisão domiciliar. Ele foi condenado pela Justiça Federal, em primeira instância, a 16 anos e quatro meses de prisão acusado de cometer os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O investigado será levado para a superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba.
No despacho, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava-Jato na primeira instância, destacou que tramitam ainda diversas investigações perante a Justiça do Paraná e perante o STF (Supremo Tribunal Federal) envolvendo supostas irregularidades de Léo Pinheiro, especialmente relativas a pagamentos de propinas a agentes públicos e políticos.
Entre elas, Moro cita a investigação envolvendo suposto pagamento de vantagem indevida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela OAS, com supervisão direta de José Adelmário Pinheiro Filho, na forma de entrega e reforma de apartamento triplex em empreendimento imobiliário no Guarujá, no litoral paulista.
Pinheiro teve sua delação suspensa pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após o vazamento de um trecho que estaria no conteúdo da colaboração envolvendo o ministro Dias Toffoli, do STF. Ele já tinha assinado um termo de confidencialidade, que é a fase ainda inicial da delação, mas ainda não havia firmado o acordo propriamente dito. (AG)
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