Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2021
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (7) um processo contra Facebook, Twitter e Google acusando as gigantes da tecnologia de “censurá-lo”.
Trump disse que entrou com o processo em um tribunal federal na Flórida. Ele disse que buscaria o status de ação coletiva na ação, mas não especificou quem eram os outros membros envolvidos.
A ação também tem como alvo os chefes das empresas, respectivamente: Mark Zuckerberg, Jack Dorsey e Sundar Pichai (Alphabet, dona do Google), afirmou Trump, em coletiva de imprensa.
Trump teve seus perfis bloqueados em diversas plataformas on-line em janeiro, após a invasão do Congresso americano por seus apoiadores em meio a apuração das eleições americanas.
O Twitter retirou permanentemente a conta do ex-presidente do ar dois dias depois do incidente, citando preocupações com “incitação à violência”. A página pessoal de Trump no Twitter tinha quase 89 milhões de seguidores e era o principal meio de comunicação dele com o público.
O Facebook inicialmente o restringiu de fazer novos posts em suas páginas da rede social e do Instagram, que também pertence à Zuckerberg. Em junho, a empresa anunciou que a suspensão de seus perfis seriam mantida até janeiro de 2023.
A decisão foi tomada em resposta ao Comitê de Supervisão da rede social, que, em maio, pediu uma decisão definitiva sobre o caso.
O canal de Trump no YouTube, plataforma que pertence ao Google, está impedido de enviar novos vídeos. O ex-presidente, no entanto, não anunciou processo contra a companhia ou seus líderes.
Acusação de fraude
Na última semana, os promotores de Nova York, Estados Unidos, acusaram formalmente a Trump Organization de fraude e crimes fiscais.
Antes do anúncio, o diretor financeiro (CFO) da companhia, Allen Weisselberg, havia se apresentado às autoridades judiciais para prestar esclarecimentos.
Ele e a empresa do ex-presidente americano Donald Trump responderão por um “esquema de 15 anos de evasão de impostos”. O valor estimado dos desvios chega a US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 8,6 milhões).
A Trump Organization é o braço de negócios imobiliários que alçou o magnata Donald Trump à fama antes que ele chegasse à Casa Branca – primeiro nas colunas sociais e programas de TV.
Carey Dunne, conselheiro-geral da Promotoria do distrito de Manhattan, que investigava o caso, classificou o que chamou de “esquema de pagamentos ilegais” como “abrangente e audacioso”.
“Este foi um esquema de fraude fiscal de 15 anos envolvendo pagamentos não registrados”, disse Dunne durante a audiência.
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