Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de julho de 2017
O Ministério Público do Peru pediu nessa terça-feira que o ex-presidente do país (2011-2016) Ollanta Humala e a sua esposa, Nadine Heredia, sejam presos preventivamente. Eles são acusados de terem recebido 3 milhões de dólares da empreiteira Odebrecht para a campanha eleitoral de 2011. A solicitação foi feita pelo promotor Germán Juárez, responsável pela investigação do escândalo.
“Confirma-se pedido de prisão preventiva para Ollanta Humala e Nadine Heredia”, informou o órgão em uma mensagem publicada no Twitter. A audiência na qual as partes serão ouvidas será realizada por volta do meio-dia desta quarta-feira.
O pedido da promotoria será analisado pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, que investiga as denúncias de pagamento de propinas e contribuições irregulares no Peru pela Odebrecht. Um dos advogados de Humala, Julio César Espinoza, declarou à emissora de rádio RPP Noticias que só soube por meio da imprensa do pedido do promotor.
“Não fomos notificados oficialmente, nem sabemos o conteúdo do requerimento. Estamos atentos para que isso ocorra para analisá-lo e discuti-lo como corresponde na audiência”, acrescentou.
O advogado disse que seus clientes pedem ao juiz “que atue de maneira imparcial e não influenciado por qualquer pressão” e lembrou que em novembro do ano passado também foi expedido um pedido de prisão preventiva para Heredia, mas o mesmo magistrado o rejeitou.
Em 25 de novembro, a promotoria peruana pediu prisão preventiva para a ex-primeira-dama depois que ela viajou para a Europa para assumir um cargo na FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
No entanto, o juiz Richard Concepción Carhuancho rejeitou esse pedido após ouviar os argumentos das partes, mas ordenou o retorno imediato de Heredia, que acatou a medida e posteriormente renunciou ao cargo na ONU.
Heredia é investigada junto com Humala por lavagem de dinheiro em um suposto financiamento irregular do PNP (Partido Nacionalista Peruano), fundado e presidido por ela e o marido, durante as campanhas eleitorais de 2006 e 2011.
Entre as acusações está a de ter recebido dinheiro do falecido ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez para a campanha eleitoral de Humala em 2006 e das empresas brasileiras Odebrecht e OAS para a disputa de 2011. O empresário brasileiro Marcelo Odebrecht relatou, em abril, que a sua companhia doou 3 milhões de dólares para a campanha de Humala, seis anos atrás.
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