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Mundo Ex-presidente do Peru se rende às autoridades dos Estados Unidos

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Alejandro Toledo é procurado por acusações de ter recebido mais de US$ 25 milhões da Odebrecht em troca de ajuda em contratos de obras públicas

Foto: Reprodução
Alejandro Toledo é procurado por acusações de ter recebido mais de US$ 25 milhões da Odebrecht em troca de ajuda em contratos de obras públicas. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente peruano Alejandro Toledo se entregou às autoridades dos Estados Unidos nesta sexta-feira (21), disse um representante do US Marshals Service à Reuters. No dia anterior, o político tentou bloquear sua extradição para o Peru por acusações de corrupção, mas teve o pedido negado.

Toledo, que foi presidente de 2001 a 2006, é procurado no Peru por acusações de ter recebido mais de US$ 25 milhões da construtora brasileira Odebrecht em troca de ajuda na obtenção de contratos de obras públicas. Os promotores estão buscando uma sentença de 20 anos de prisão.

Toledo nega ter solicitado ou recebido propina. Ele não foi acusado criminalmente nos Estados Unidos.

O ex-presidente foi preso nos Estados Unidos em julho de 2019 após um pedido formal do Peru para sua extradição. Ele foi libertado sob fiança em 2020 e morava na Califórnia até pelo menos o ano passado.

Acusações

Investigações do governo peruano revelaram que Toledo pediu propina de US$ 25 milhões aos representantes da Odebrecht no Peru para dar a eles a concessão para a construção de dois lances da estrada Interoceânica sul.

O dinheiro foi transferido para contas de empresas de seu amigo, Josef Maiman, que por sua vez criou uma empresa com a sogra de Toledo, na Costa Rica, com o objetivo de reenviar várias quantias ao Peru para a aquisição de imóveis.

Além de Toledo, foram investigados pelo caso Odebrecht os ex-presidentes peruanos Alan García (que acabou se suicidando quando seria preso), Ollanta Humala e Pedro Pablo Kuczynski. Assim como a líder da oposição Keiko Fujimori.

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Paulo Jesus Corrêa
22 de abril de 2023 01:39

Certamente o nome da empresa e o ano dos mandatos, decorridos no Peru e Brasil, deva ser mera coincidência?

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