Terça-feira, 26 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Variedades Exame de DNA passa a substituir papanicolau no SUS

Compartilhe esta notícia:

Segundo a pasta, a tecnologia permite identificar o vírus antes do surgimento de lesões. (Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição gradual do exame DNA-HPV, que deve substituir progressivamente no Brasil a realização do papanicolau para o rastreamento do câncer de colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS).

O teste feito com a secreção do colo do útero avalia 14 tipos do papilomavírus humano (HPV) que são mais cancerígenos. Ele será o teste primário e o papanicolau ficará restrito à confirmação de casos positivos.

O que é o HPV?

A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das mais incidentes.
Ela leva ao aparecimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens e mulheres.
A textura dessas alterações pode ser suave ou rugosa, com coloração que varia de acordo com o tom de pele. Elas não causam dor, mas são contagiosas.
Os sintomas podem ser silenciosos. A melhor forma de prevenção do HPV é se vacinar.

A substituição começa a ser feita em um município de cada estado selecionado: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e o Distrito Federal.

A meta é que, até dezembro de 2026, o novo rastreio esteja presente na rede pública em todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres com idades entre 25 e 64 anos anualmente.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, graças à estrutura do SUS a implantação no Brasil será mais rápida do que a feita em outros países que adotam o teste, como Reino Unido, Espanha e Portugal, que levaram três anos para difundi-lo nacionalmente.

“Estamos aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível. Com diagnóstico mais rápido e tratamento precoce, podemos salvar muitas vidas”, disse o ministro na sexta-feira, durante o lançamento da iniciativa no Recife.

Como funciona o teste de DNA?

A coleta continua semelhante à do exame anterior, com retirada de secreção do colo do útero. A diferença é que o material não vai mais para lâmina, mas para um tubo com líquido conservante, enviado a laboratórios para análise do DNA viral.

Segundo a pasta, a tecnologia permite identificar o vírus antes do surgimento de lesões. Isso amplia a chance de diagnóstico precoce e reduz a necessidade de intervenções desnecessárias, com intervalo maior entre exames em pacientes sem presença do HPV. Com resultado negativo, a mulher poderá repetir a coleta apenas a cada cinco anos.

O método foi desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A decisão de incorporar a tecnologia ao SUS foi tomada após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que considerou o DNA-HPV mais preciso que o papanicolau tradicional, o que justifica o investimento.

Estudos mostram que a detecção precoce pode ocorrer até 10 anos antes do surgimento de lesões identificáveis no papanicolau. Essa diferença aumenta a chance de tratamento e reduz a mortalidade associada à doença. Com informações do portal Metrópoles.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Variedades

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Adultização infantil “rouba etapas essenciais da infância”, dizem especialistas após vídeo de youtuber
Lauana Prado comenta pouso de emergência realizado em Goiânia: “Vi a porta aberta e o clarão no avião”
Pode te interessar