Sábado, 14 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de fevereiro de 2026
Em 2023, o governo lançou o Desenrola, uma promessa feita na campanha que previa a renegociação de dívidas de pessoas físicas inadimplentes. Na arrancada inicial, o programa permitiu renegociação de débitos de 15 milhões de pessoas, no valor total de 53,2 bilhões de reais — resultado celebrado pelo marketing do Planalto. Mas o problema não acabou — pelo contrário.
O Mapa de Inadimplência do Serasa, divulgado recentemente, mostrou que, em dezembro, 81,2 milhões de brasileiros estavam endividados, um recorde da série histórica. Quando o presidente tomou posse, em 2023, eram 70 milhões.
Especialistas ouvidos dizem que o excessivo número de pessoas endividadas pode atrapalhar os planos reeleitorais de Lula. Por mais que indicadores como inflação, desemprego e taxa do PIB sejam positivos, dizem eles, é bom o governo prestar atenção na inadimplência.
“Os dados revelados indicam uma questão relevante que tende a impactar o voto na eleição presidencial de 2026”, ressalta o advogado Donne Pisco, especialista em direito do consumidor. “O endividamento tem o potencial de gerar uma sensação descolada da realidade dos números da macroeconomia e repercutir negativamente na intenção de voto, o que também pode estar por trás do alto percentual de reprovação do presidente Lula”.
O CEO da Quaest, Felipe Nunes, também chama a atenção para o problema da inadimplência. Ele afirma que se a economia estiver bem no ano eleitoral “não necessariamente” vai ajudar Lula. Mas se a economia estiver mal, isso certamente vai “atrapalhar bem os planos do governo”, diz.
A última pesquisa da Quaest mostra que a situação do presidente não é confortável. Indagados se Lula merece continuar mais quatro anos à frente do governo, 57% dos entrevistados disseram não e 39% responderam que sim. Quando questionados se o Brasil está indo na direção certa ou na direção errada, 55% disseram que está na direção errada e 36% na certa.
Lula sanciona programa Gás do Povo; veja como funciona
O presidente Lula (PT) sancionou nesta sexta-feira o programa Gás do Povo, que desde novembro fornece recargas de gás para botijões de 13 kg a famílias de baixa renda. A sanção foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
O programa começou atendendo dez capitais e incluiu as outras 17 em janeiro. A iniciativa chegará a todos os municípios em março, quando 15 milhões de famílias e até 50 milhões de pessoas serão beneficiadas.
Poderão receber as famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único). É preciso que a renda per capita mensal seja menor ou igual a meio salário-mínimo, o equivalente a R$ 810,50 atualmente.
Todas as famílias que recebem o Bolsa Família poderão receber o novo benefício. Para isso, o registro no CadÚnico precisa estar atualizado há pelo menos dois anos e o CPF do responsável pela família precisa estar regular.
Existem algumas formas para verificar se a família foi contemplada. Por meio do aplicativo Meu Social, do Portal Cidadão da Caixa ou do atendimento Caixa Cidadão: 0800-706-0207. Não é preciso solicitar o benefício, pois a seleção das pessoas é feita automaticamente. Com informações dos portais Veja e Uol.
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