Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2017
Os nomes dos ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Benedito Gonçalves e Humberto Martins – atual vice-presidente do órgão – foram citados nas negociações de delação premiada de executivos da empreiteira OAS com procuradores da Operação Lava-Jato. Segundo fontes ligadas à força-tarefa, ambos são apontados como beneficiários de recursos ilícitos em troca da atuação favorável à empresa na Corte.
No caso de Martins, os o grupo afirma que o dinheiro foi repassado por meio da advogado Eduardo Filipe, seu filho, que tem escritório em Brasília e atua em causas junto ao STJ. Já Gonçalves consta em um relatório da PF (Polícia Federal), devido à proximidade com Léo Pinheiro, sócio da OAS preso em Curitiba (PR) e que tenta firmar acordo de delação premiada.
De acordo com envolvidos em tratativas com procuradores federais da Lava-Jato em Brasília e Curitiba, o número de delatores ligados à empreiteira pode chegar a 50, contingente próximo ao da Odebrecht, que firmou 77 acordos de delação com a Justiça. Caso a negociação prospere, a OAS será a primeira empresa a abrir uma frente de investigação com foco no Judiciário, tema que há tempos é de interesse dos investigadores.
A Lava-Jato interceptou troca de mensagens do celular de Pinheiro em 2014 em que ele pergunta ao ministro Gonçalves se ele iria ao aniversário do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli. Na conversa, também marcaram um encontro no Rio de Janeiro.
O relatório de análise das mensagens feito pela PF diz que Pinheiro mantinha contatos frequentes com o magistrado. Após as revelações, a relação entre os dois se tornou alvo de uma investigação sigilosa no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
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