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Brasil Exército brasileiro vai ampliar a fiscalização de explosivos em meio à onda de mega-assaltos

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Explosão de agências pode ter ligação com facção criminosa de São Paulo. (Foto: AG)

Em meio à escalada de crimes com o uso de bombas, o Exército vai endurecer normas de fiscalização de explosivos no Brasil. Uma nova diretriz para rastreamento de produtos controlados deve ser publicada ainda este mês, com regras mais específicas de marcação dos produtos, armazenagem, resíduos deixados na detonação, entre outros pontos.

A ideia é evitar o desvio dos materiais e subsidiar investigações de crimes com uso de explosivos, como o ataque recente a uma transportadora de valores no Paraguai, envolvendo brasileiros, e as explosões a caixas eletrônicos que se tornaram comuns em capitais e no interior do País. Tais delitos têm sido relacionados a facções criminosas que dominam presídios e controlam o tráfico de drogas.

Das menos de 2 mil ações de fiscalização realizadas pelo Exército em 2015, o número passou a 5,5 mil em 2016 e chega a quase 600 neste ano. As sanções aplicadas, que vão de advertências a cassação do registro de funcionamento, somaram 503 no ano passado, 115% a mais que em 2015. Dois terços das punições, segundo o Exército, ocorreram no setor de explosivos. As demais, na indústria de armas, munições e outros produtos controlados.

Os principais problemas verificados no caso dos explosivos estão nas condições pouco seguras do transporte e na armazenagem inadequada por parte do cliente final, basicamente mineradoras e empresas de construção civil pesada. As novas normas que serão baixadas pelo Exército vão apertar o cerco nos protocolos a serem adotados. O Brasil produz cerca de 50 mil toneladas de explosivos encartuchados por ano.

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