Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de setembro de 2021
Senadores oposicionistas e governistas bateram boca na CPI da Covid após a exibição do vídeo em que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mostra o dedo do meio a um grupo de brasileiros que protestavam em Nova York contra o presidente Jair Bolsonaro, que está na cidade para a Assembleia Geral da Organização da Nações Unidas (ONU).
O presidente a CPI, Omar Aziz (PSD-AM), disse que Queiroga está fazendo o país passar vergonha. O senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) reagiu dizendo que é a CPI que está passando vergonha.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que o ministro, dentro de uma van que transportava a comitiva de Bolsonaro, faz o gesto obsceno.
“Nós estamos numa pandemia e o ministro Queiroga faz a gente passar vergonha fora”, disse Omar após a exibição do vídeo.
“A CPI está fazendo isso há tempo”, rebateu Marcos Rogério.
“Passar vergonha?”, questionou Omar Aziz.
“Isso. A CPI está fazendo isso desde o começo”, respondeu Marcos Rogério.
“Não faça isso não, tenha respeito aos senadores”, reagiu o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que não é integrante da comissão, mas costuma participar das reuniões.
Depois disso houve bate-boca.
“É um governo recheado de crimes”, disse Contarato, com o dedo em riste em direção a Marcos Rogério.
O governista Luis Carlos Heinze (PP-RS) fez um contraponto.
“Vamos ouvir Wagner Rosário [ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), que presta depoimento nesta terça-feira] para falar de corrupção [nos estados]. Não querem deixá-lo falar”, disse Heinze.
Gesto
Em um vídeo postado nas redes sociais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aparece em um micro-ônibus que transportava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que discursou nesta terça-feira (21) na Assembleia Geral da ONU.
No vídeo, é possível ver que Queiroga se levanta do banco do veículo e aponta o dedo médio para o grupo, chacoalhando as mãos sem parar. Os manifestantes também fizeram gestos obscenos em direção à comitiva.
Os manifestantes estavam na calçada em frente ao hotel em que a comitiva brasileira está hospedada, chamando Bolsonaro de “genocida” e “assassino” e gritando “Fora Bolsonaro”.
Havia também um caminhão com um telão em que a imagem do presidente brasileiro era exibida com palavras que o vinculam às queimadas na Amazônia.
Sem vacina
O presidente Jair Bolsonaro e comitiva embarcaram para Nova York no último domingo (19), para participar da 76ª Assembleia Geral da ONU, sem ter tomado qualquer vacina contra a covid-19.
Entre os líderes do G20 (grupo dos 19 principais países do mundo e a União Europeia) presentes no encontro, Bolsonaro é o único que declarou que não tomou a vacina contra a covid-19.
Houve uma grande discussão sobre se os líderes e suas comitivas diplomáticas teriam que apresentar seus atestados de vacinação para entrar em Nova York, pois a cidade exige a comprovação da imunização para circular em espaços públicos fechados.
Mas a ONU decidiu que haveria uma exceção diplomática, pois a sede das Nações Unidas é considerada território internacional, e a entidade não vai cobrar os comprovantes de vacinação.
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