Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 15 de março de 2021
De março a fevereiro, Brasil embarcou 1,77 milhão de toneladas, o que fez a balança comercial fechar com saldo positivo de 417 mil toneladas
Foto: Reprodução/Fagner AlmeidaAs exportações brasileiras de arroz (base casca) no ciclo 2020/2021 (de março a fevereiro, que é o período do ano comercial do grão) foram as maiores dos últimos nove anos, segundo levantamento divulgado pela Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz) e pelo Sindarroz-RS (Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul), com base em dados do Ministério da Economia.
A balança comercial fechou com saldo positivo. Os embarques do período somaram 1,77 milhão de toneladas, 30,1% mais do que no ano comercial anterior. O maior comprador foi a Venezuela, com 313 mil toneladas, seguida pelo Senegal (225 mil), Peru (176 mil), Gâmbia (129 mil), Serra Leoa (110 mil), Estados Unidos (95 mil), Costa Rica (91 mil) e Cuba (90 mil).
Já as importações cresceram 33% e totalizaram 1,35 milhão de toneladas, vindas principalmente do Paraguai (47%), Uruguai (20%) e Argentina (11%). A balança comercial fechou com saldo de 417 mil toneladas.
Para o diretor-executivo do Sindarroz-RS, Tiago Barata, esses números indicam que “o país vem se consolidando como ofertante de um cereal de qualidade superior no mercado internacional”.
Segundo Barata, “a exportação cresceu estimulada pela demanda externa e a valorização do dólar em frente ao real, enquanto a alta na importação ocorreu porque houve um aumento no preço do grão no mercado doméstico, que estava muito demandante em função da pandemia”.
“O ano comercial 2020/21 foi muito desafiador”, afirma Barata. “A cadeia produtiva do arroz brasileiro cumpriu a sua missão de abastecer os mercados interno e externo, com alto grau de fidelização dos países atendidos e também com agregação de destinos”, complementa.
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