Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de junho de 2026
Segundo estimativas preliminares da equipe econômica, o universo de operações que poderá ser contemplado pelo programa chega a aproximadamente R$ 200 bilhões.
Foto: FreepikO Senado aprovou nessa quarta-feira (10) o projeto de lei que cria uma linha especial de financiamento para a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos e dificuldades econômicas. A proposta, apelidada de “Refis do Agro”, foi construída após meses de negociações entre parlamentares, representantes do agronegócio e integrantes do governo federal.
O texto busca oferecer condições especiais para produtores que enfrentaram prejuízos causados por secas, enchentes, geadas e quebras de safra registradas em diferentes regiões do país nos últimos anos. A medida beneficia agricultores que acumularam dificuldades financeiras entre 2019 e 2025 em decorrência de perdas climáticas e econômicas.
Durante a votação, senadores defenderam a iniciativa como uma forma de preservar a capacidade produtiva do setor agropecuário e evitar o agravamento do endividamento rural. A proposta recebeu amplo apoio da bancada ruralista, que argumenta que os eventos climáticos extremos têm comprometido a renda dos produtores e dificultado o cumprimento de financiamentos contratados nos últimos anos.
Apesar de participar das negociações, o governo federal demonstrou preocupação com os possíveis impactos fiscais da medida. Após a aprovação do projeto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Executivo é favorável ao apoio aos produtores afetados por adversidades climáticas, mas considera necessário avaliar os custos envolvidos.
Segundo estimativas preliminares da equipe econômica, o universo de operações que poderá ser contemplado pelo programa chega a aproximadamente R$ 200 bilhões. Considerando os mecanismos previstos no texto, o custo potencial para o Tesouro Nacional poderia alcançar cerca de R$ 140 bilhões ao longo dos próximos anos.
“Ainda não temos o texto final, mas a estimativa que eu tenho é que, conforme o texto estava sendo elaborado no Senado, isso abrange um universo de R$ 200 bilhões em operações, cujo custo para o Tesouro ficou em 70%, o que dá algo em torno de R$ 140 bilhões para o Tesouro Nacional nos próximos anos”, afirmou Durigan após a votação.
O ministro informou que discutiu o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e alertou para as preocupações da equipe econômica em relação ao impacto da proposta sobre as contas públicas.
Na avaliação do Ministério da Fazenda, o custo estimado é elevado e precisa ser reavaliado durante a tramitação na Câmara dos Deputados. Durigan afirmou que o governo poderá analisar a possibilidade de veto a trechos do projeto e, em último caso, recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso entenda que a proposta compromete o equilíbrio fiscal.
Outro ponto levantado pelo governo é o risco de redução da oferta de crédito rural. Segundo o ministro, medidas que ampliem excessivamente os custos do sistema podem levar instituições financeiras a restringir a concessão de novos financiamentos ao setor agropecuário.
“O que temos alertado é que pode haver restrição de crédito por parte dos bancos, prejudicando os agricultores. Todo mundo tem que ter responsabilidade fiscal”, afirmou.
A proposta aprovada pelo Senado prevê a criação de uma linha especial de refinanciamento para produtores rurais afetados por perdas climáticas e dificuldades econômicas entre 2019 e 2025. O texto mantém o Fundo Social do Pré-Sal e outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda como fontes de recursos para a operação.
Agora, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados. Enquanto entidades do agronegócio defendem a aprovação da medida como uma forma de garantir a recuperação financeira dos produtores, o governo busca ajustes que reduzam o impacto fiscal estimado pela equipe econômica.
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O Senado diz que precisa de cautela para votar a PEC que acaba com a escala 6×1, alegando impacto econômico. Mas a prudência some quando o beneficiado não é o trabalhador. A mesma Casa aprovou, em tempo recorde, uma renegociação de dívidas que favorece sobretudo grandes produtores rurais, com impacto de R$ 140 bilhões.
Trocar a Hilux pela Dodge Ram kkkkkkkk
Tem alguma coisa errada nesse agro, são plantados quase 9.mil hequitares lá em Camaquã, arroz e soja, ninguém deve nada para o governo e nem tiveram problemas com nada, mas essa gente vivem se queixando de falta de dinheiro, pena, que não posso falar a propriedade, mas tem coisa errada nesse Agro!!! Nos não devemos nada para governo nenhum!!!
Engraçado um governo perdulário criar linhas de financiamento para quase tudo quando lhe convém, mas para o produtor que perdeu a safra devido às condições climáticas, vir com discurso de que isso irá gerar prejuízo aos cofres públicos. Não seriam os escândalos de corrupção, como o déficit histórico dos correios, o golpe nos aposentados pelo INSS, luxos e viagens glamourosas, entre outras, o que causa prejuízo ao país? Isso só não é mais ridículo do que a turminha alienada das mãos de seda, que se nutre por fotossíntese, atacar ideologicamente uma das principais matrizes econômicas do país com argumentos patéticos.
Isso , o agro é o câncer do Brasil assim como os Bolsonaros, a coisa boa é o estadista Lula , que adora dar esmolas para a população, é vale gás, é pé de meia, é bolsa família e agora também o vale água , aumenta o valor da água para alguns para dar para outros , isso sem pergunta se pode fazer e ainda gosta de quebrar estatal como os correios, que maravilha esse sim é governo bom , ajudar para geral emprego não , mas querem modificar escala sem reduzir salário que maravilha.
Verdade, Luis. Bom, eis a opinião de pessoas que não conseguem atravessar a rua sem a mão do estado para ajudar e acha que quem trabalha é que está sempre errado.
Falando do Agro
O Agro não é POP
Agro só reclama do governo e desmonta o meio ambiente. Se tem lucros é para seus reis do agro; se tem prejuízo, jogam para o governo pagar.
E assim mesmo idolatram os Bozos.
Hipócritas