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Porto Alegre Exposição conta a história dos nomes das ruas de Porto Alegre

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Mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira no Museu Joaquim Felizardo, na Cidade Baixa. (Foto: Marlon Melo/PMPA)

Uma das mais importantes instituições culturais do Rio Grande do Sul, o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo apresenta de segunda a sexta-feira a exposição “Porto Alegre Toponímica”. O destaque são reproduções de placas indicativas, acompanhadas de detalhes históricos como antigos e atuais nomes de ruas, avenidas, becos e praças.

A visitação é gratuita e pode ser feita das 9h ao meio-dia e das 13h30min às 17h30min (exceto às segundas, quando o começa às 13h30min). Endereço: rua João Alfredo nº 582, bairro Cidade Baixa.

Assim como a rua é um espaço de trânsito, encontro e convivência, o evento propõe ao público uma experiência de percurso e parada. As reproduções estão suspensas no teto de uma das salas do museu (instalado em um casarão construído no final da década de 1840), interagindo com o trajeto realizado pelo público.

“Para investigar os processos de designação e suas marcas na memória afetiva da cidade, o artista visual Diego Passos recorre ao estudo da origem do nome dos lugares (toponímia)”, ressalta o texto de divulgação da Secretaria Municipal da Cultura, à qual a instituição é vinculada.

Além de dez painéis com nomes antigos – e poéticos – da capital gaúcha (Rua da Margem, Beco dos Guarani e Rua da Ladeira) apresentadas no espaço expositivo, a mostra inclui a exibição de um vídeo intitulado “100 Ruas de Porto Alegre”, que conta com audiodescrição.

Além disso, há um livro que apresenta os modelos esmaltados da primeira metade do século de 1900, em estilo estilo art déco, com breves informações sobre o logradouro e a pessoa, fato ou outra referência que inspirou a nomenclatura da via pública.

E o público ainda pode conferir vestígios de cerâmica guarani e africana do acervo arqueológico local, bem como de antigos habitantes do período posterior à sua colonização pelos açorianos. Essas últimas foram encontradas no sítio da Praça da Harmonia (Centro Histórico) – uma das primeiras da cidade e que recebeu ao longo do tempo a denominação de Praça Brigadeiro Sampaio.

Museu

Fundado em 1979, o Museu Joaquim Felizardo se dedica a promover a interação da sociedade com aspectos do patrimônio cultural de Porto Alegre. A ênfase é na história e memória da cidade, por meio da preservação, pesquisa e comunicação dos bens culturais sob sua guarda.

A instituição ocupa desde 1982 o solar onde está até hoje, construído em 1845 no estilo luso-brasileiro pelo comerciante Lopo Gonçalves, que ali habitou com sua família até 1853, quando a atual rua João Alfredo se chamava “Rua da Margem”, então próxima ao arroio que desembocava na Ponte de Pedra (região central).

Para se ter uma ideia das dimensões de Porto Alegre na época, terreno situava-se fora dos limites da cidade. Um aspecto interessante é que pode passar despercebido a quem não está familiarizado ao bairro é que o nome do primeiro proprietário do imóvel consta, inclusive em uma das ruas próximas.

Acervo

São mais de 1,3 mil objetos dos séculos de 1700, 1800 e e 1900, como acessórios de uso pessoal, objetos de decoração, instrumentos musicais, mobiliário e indumentária. Esse acervo tem suas peças oriundas de doações particulares e de outros órgãos públicos.

Já em âmbito arqueológico a coleção abrange 200 mil itens relacionados a diferentes grupos que ocuparam o território desde o período pré-colonial – objetos em cerâmica, pedra ou osso, por exemplo, provenientes de áreas de ocupação indígena anteriores à chegada dos açorianos, assim como peças produzidas em louça, vidro, metal, couro, pedra, ossos, cerâmica e restos ósseos humanos da época posterior.

Outro serviço fundamental é o acervo de aproximadamente 9 mil imagens de Porto Alegre desde a segunda metade do século de 1800, quando foi inventada a fotografia. Também preserva mais de 400 cartões postais de pelo menos 100 anos atrás.

(Marcello Campos)

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