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Mundo Extremistas apoiadores de Donald Trump mudam discurso e agora chamam o ex-presidente dos Estados Unidos de “fracasso total”

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O republicano deixou a Casa Branca no dia 20 de janeiro. (Foto: Shealah Craighead/The White House)

Tradicional apoiador do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o grupo de extrema direita Proud Boys passou a atacar o antigo chefe da Casa Branca. Integrantes da facção chamaram o ex-mandatário de fracasso total, trapaceiro e extremamente fraco em fóruns de discussão onde se reúnem.

A insatisfação com Trump foi publicada em conversas nas mídias sociais Gab e Telegram. De acordo com o The New York Times, os Proud Boys também pediram para os membros deixarem de frequentar comícios e protestos realizados por Trump ou pelo Partido Republicano.

A mudança de posição ocorreu depois que alguns membros do grupo participaram da invasão ao Capitólio, em Washington. A sede do Legislativo norte-americano foi atacada em 6 de janeiro por extremistas apoiadores de Trump que tentaram impedir a certificação da vitória eleitoral do presidente Joe Biden.

Os Proud Boys primeiro foram incentivados por Trump a tomar uma atitude durante a cerimônia de certificação. Mas diante da repercussão negativa da invasão ao Capitólio, o ex-presidente condenou a violência empregada pelo grupo. Os extremistas consideraram a atitude de Trump como um ato de traição.

Na lista de queixas contra Trump, segundo o The New York Times, também consta a falta de ajuda depois que membros dos Proud Boys foram presos e passaram a responder judicialmente por crimes cometidos durante a invasão.

Logo após a eleição presidencial do ano passado, o grupo chegou a declarar lealdade eterna ao ex-presidente Donald Trump. “Salve, imperador Trump”, escreveram os Proud Boys na ocasião.

Na altura em que os resultados da votação confirmaram a vitória de Biden, mensagens publicadas nos fóruns de discussão utilizados pelos extremistas pediam para os seguidores irem às ruas protestar contra o que chamavam de “eleição roubada”. Com Biden no poder, o grupo dá sinais de que o apoio a Trump vai diminuir.

Os Proud Boys foram criados em 2016 como um grupo que aceita apenas homens. Seus integrantes defendem ideais nacionalistas, antissemitas e contra muçulmanos. Eles participaram ativamente dos protestos em Charlottesville, em 2017, quando um neonazista jogou seu carro contra uma manifestação antirracista promovida pelo Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Trump sempre evitou condenar o grupo extremista.

De acordo com o The New York Times, além dos Proud Boys, outras agremiações de extrema direita dão indicativos de que vão abandonar Trump. O jornal informa que outros grupos radicais como o Oath Keepers, o America First e o The Three Percenters também começaram a fazer críticas ao ex-presidente.

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