Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Cláudio Humberto | 14 de janeiro de 2022
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A fake news sobre a “saída do Brasil” do megafundo de investimentos BlackRock é tão vergonhosa quanto a atitude de agências verificadoras de notícias falsas, que ignoraram o assunto. É a lógica que prevalece nos últimos anos, validando notícias falsas que prejudiquem o governo Bolsonaro, ainda que o maior prejudicado pela mentira seja o próprio País. Só são verificadas notícias que possam favorecer o governo.
Política é brincadeira
O BlackRock é o maior fundo de investimentos do mundo. Gerencia hoje investimentos de US$ 9,5 trilhões (R$ 52,5 trilhões) mundo afora.
Gente grande
Só para comparar: o PIB do Brasil, soma de toda a riqueza produzida no País, por exemplo, não passa de US$ 1,45 trilhão (R$ 8 trilhões).
Ativismo da mentira
O BlackRock desmentiu a mentira sem demora, mas, ao contrário da falsa notícia, amplamente difundida, o desmentido foi ignorado.
Importante é causar
BlackRock negou a mentira às 20h19 do último dia 10. Ainda assim, a primeira fake news sobre o assunto foi “noticiada” às 13h41 do dia 11.
Mundo tem 50% de imunizados e Brasil mira 70%
As dúvidas sobre os efeitos da vacinação contra covid não resistem aos números, seja no mundo, que ultrapassou a marca de 50% da população imunizada com duas doses, quanto no Brasil, cada vez mais próximo de chegar a 70%. O pico de casos no mundo foi há um ano, no início da vacinação, com média de 741,5 mil por dia e resultando em 14.838 mortes diárias. Hoje, com metade da humanidade imunizada, o mundo tem o triplo de casos, mas tem menos da metade das mortes.
Letalidade menor
Segundo o Worldometer, a média de casos no mundo subiu para 2,7 milhões com a ômicron. As mortes caíram 55% desde o pico a 6.684.
Brasil como exemplo
Com 68,3% de imunizados, o Brasil vê os casos saltarem para cerca de 100 mil por dia, mas as mortes caíram 96% do pico de 3.125 para 123.
No detalhe
O planeta imunizou 3,92 bilhões de pessoas com 9,3 bilhões de doses. O Brasil tem 145 milhões imunes com 340 milhões de doses aplicadas.
O atrasão vai viajar
Talvez porque não consiga sair às ruas, o “líder nas pesquisas” anuncia a intenção de “discutir na Europa” medidas anacrônicas que ameaça reimplantar no Brasil, caso vença. Lula adoraria que a eleição fosse lá.
Internet rápida
O ministro Fábio Faria (Comunicações) destacou os benefícios para um milhão de pessoas pelo programa Norte Conectado. Segundo Faria, só no trecho de Macapá (AP) a Santarém (AM) são “770 km de fibra ótica”
Sinais encorajadores
Ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff e ex-presidente do BNDES de Jair Bolsonaro, Joaquim Levy afirmou que o IPCA de dezembro “deu sinais encorajadores de que o verão de 2022 será de menos inflação”.
Lá e cá
É no mínimo curiosa a diferença da análise e do impacto da inflação no Brasil, a maior desde a “crise Dilma” e nos EUA, maior alta em quase 40 anos. O ano eleitoral aqui faz parecer que as situações são inversas
Vírus à solta na Câmara
O Departamento Médico da Câmara dos Deputados anda lotado, assim como seu laboratório e a fila na emergência. Além de parlamentares e servidores, vários médicos contraíram covid.
Só um paga
Advogados alertam consumidores a ficarem atentos a cancelamento de viagem por causa da covid, pois têm de pagar “taxa de remarcação e diferença tarifária”. A vergonha está no fato de não haver compensação ao consumidor quando as empresas aéreas decidem cancelar os voos.
Dólar na carteira
A venda de dólares disparou no final do ano passado. Segundo o Itaú, houve alta de 25% nas vendas em espécie em relação a novembro e 97% em relação ao mesmo mês do ano passado, antes da vacinação.
Prioridade invertida
O Senado aprovou projeto para obrigar as escolas a incentivar prática do xadrez nas escolas para estimular o raciocínio lógico. A ideia é boa, mas o mais lógico seria garantir que o ensino básico seja eficiente.
Pensando bem…
… o Brasil está vacinado contra covid e também contra os charlatões e coronalovers de plantão
PODER SEM PUDOR
Cultura política
A ditadura temia o desempenho das oposições nas urnas, nas capitais, por isso só permitiu eleição para prefeito no interior. O deputado Lino Zardo (MDB-RS) fez um discurso virulento, protestando contra a medida: – Eles têm medo porque nas capitais o eleitorado é politizado. O governo deixa que se vote no interior porque falta cultura aos colonos. O deputado Ariosto Jarger (Arena-RS) pediu um aparte imediatamente: – Qual a sua região eleitoral, nobre deputado? – O interior – esclareceu Zardo, constrangido. – Vossa Excelência tem toda razão: falta cultura política aos colonos.
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Não é de hoje que a grande mídia deste País (que perdeu bilhões com este governo que diminuiu drasticamente os investimentos em públicidade) distorce notícias e esconde fatos que possam beneficiar Bolsonaro, preferindo dar manchete para tudo o que seja contra, lamentavelmente seguidos pelos papagaios da mídia. Quanto ao maior corrupto deste País, que, segundo as pesquisas de sempre, aparece em primeiro na preferência do eleitor, logo logo terá que parar de se esconder e ir as ruas, aí veremos a cobra fumar.
Parabéns pela coluna, sempre lúcida e informativa!
O tal “já eleito em primeiro turno…” e “líder” nas pesquisas duvidosas é tão corajoso, mas tão corajoso que sequer sai às ruas para testar a sua “popularidade e liderança”… Acaso o vigarista tem medo de ser “ovacionado” por milhões e milhões de eleitores não pesquisados ????