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Brasil Falta de antibiótico atinge hospitais públicos e particulares de São Paulo

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Falta ou dificuldade de compra do medicamento Polimixina já atinge ao menos 13 Estados e o DF. (Foto: Inpra/Reprodução)

Médicos de mais de 10 hospitais da cidade de São Paulo, entre públicos e particulares, relataram escassez do antibiótico Polimixina, que mata bactérias multirresistentes.

Funcionários do Hospital Geral de Guaianazes, na Zona Leste da cidade, disseram que, nos últimos dias, pelo menos nove pacientes da mesma UTI desenvolveram infecções que poderiam ser tratadas com a Polimixina B e que o hospital, que é do governo do Estado, está sem o antibiótico. Todos os nove pacientes morreram.

Em todo o País, pessoas que venceram a covid-19 estão morrendo por desabastecimento do antibiótico, que é usado em pacientes que ficaram internados por um longo tempo com ventilação mecânica e outros aparelhos. O desabastecimento já atinge hospitais públicos e particulares de ao menos 13 Estados e do Distrito Federal.

Na capital paulista, funcionários dos hospitais Emílio Ribas, Hospital das Clínicas, Santa Casa de Misericórdia, Santa Casa de Matão, Hospital Universitário, Hospital Geral de Guaianazes, Hospital Municipal do Itaim Paulista, Santa Casa do Jaçanã, Nipo Brasileiro, Vila Nova Star, Sírio-Libanês, Grupo NotreDame Intermédica e Albert Einstein relataram escassez ou dificuldade na aquisição do insumo.

O governo de São Paulo anunciou que vai acelerar a compra de 350 mil frascos do antibiótico. O secretário-executivo da Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro, disse que o Estado vem enfrentando dificuldades para adquirir a Polimixina B há alguns meses, por causa da grande demanda no mercado interno e externo, mas declarou que as unidades da rede estadual estão abastecidas da Polimixina ou de algum medicamento similar.

“Essa situação não é confortável. Ela vem no pacote do kit intubação. E nós não estamos inertes diante dela. Nós, além das compras de rotina que são feitas em cada um dos hospitais, também estamos monitorando a rede. Acelerando o processo de compra dos hospitais”, disse Ribeiro.

Em relação às nove mortes relatadas pelos funcionários do Hospital Geral de Guaianazes, o secretário-executivo afirmou que nenhum paciente morreu na unidade por falta da Polimixina B.

Segundo ele, dois pacientes tiveram prescrição médica do antibiótico e receberam o tratamento adequado, mas morreram em virtude da gravidade clínica.

O secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou que os “hospitais municipais têm estoques para três meses”. Sobre a Santa Casa do Jaçanã, ele confirmou “que não tem e que não está conseguindo comprar”, mas que deve ser reposto nesta segunda-feira (26).

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