Quarta-feira, 01 de abril de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Agro Falta de diesel afeta serviços públicos no Rio Grande do Sul, afirma associação de municípios

Compartilhe esta notícia:

O problema no Rio Grande do Sul pode ser ainda maior

Foto: Reprodução
O problema no Rio Grande do Sul pode ser ainda maior. (Foto: Reprodução)

Está faltando óleo diesel para as atividades de prefeituras de 142 cidades do Rio Grande do Sul, 29% do total de 497 municípios do Estado, segundo levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), engrossando os diversos sinais de restrições na oferta do combustível no País, em meio à escalada global de preços com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que está entrando em sua quarta semana.

O problema no Rio Grande do Sul pode ser ainda maior, já que, segundo nota divulgada na sexta-feira pela Famurs. Na oportunidade, 315 governos municipais tinham respondido a um questionário sobre o tema. Ou seja, os 142 municípios que relataram falta de diesel são 45% do total de respondentes.

“Prefeitos estão precisando priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário começam a ser suspensas em razão da escassez de combustível. A preocupação também se estende aos próximos dias. Caso o cenário persista, há risco de impacto em outras áreas sensíveis”, diz a nota da Famurs.

Conforme Eduardo Melo, sócio diretor da consultoria Raion, especializada no mercado de combustíveis, desde os primeiros sinais de restrição de oferta de diesel no mercado nacional, o interior do Rio Grande do Sul vem se destacando. A escassez no mercado gaúcho tem a ver, principalmente, com a dinâmica da demanda da agropecuária.

“É uma região altamente produtora, ligada fortemente ao agronegócio”, disse Melo. Com a disparada das cotações do petróleo e, portanto, do preços do diesel importado, a restrição de oferta do combustível atinge primeiramente as empresas que fazem compras no mercado à vista, ou seja, que não têm contratos de fornecimento de longo prazo com as distribuidoras, com garantia de entrega do produto, explicou Melo.

Esse é justamente o caso de produtores rurais de médio e pequeno porte, mais comuns no ecossistema agrícola gaúcho do que, por exemplo, nas regiões produtoras do Centro-Oeste. Recorrem ao mercado à vista de diesel postos de combustível sem bandeira e as TRRs, transportadoras que compram o combustível das distribuidoras no atacado e revendem para consumidores empresariais de pequeno ou médio porte, como os produtores rurais.

“A Região Sul tem uma característica regional de ser um mercado que é atendido pelas grandes distribuidoras, mas também por distribuidoras regionais, ou de médio porte, e o varejo. Esses dois últimos têm condições de fazer essa capilaridade do mercado, para atender o pequeno produtor”, disse Melo. (Com informações do jornal O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Agro

Mulheres que entram na menopausa antes dos 40 anos têm risco maior de infarto, diz estudo
Saiba onde descartar corretamente óleo de cozinha em Porto Alegre
Deixe seu comentário
Verificação de Email

Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x