Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A audiência pública, ontem, no Congresso Nacional, demonstrou que as perdas dos Estados com a Lei Kandir, em 2016, atingiram 25 bilhões de reais.
Desde que o governo federal impôs a desoneração tributária para exportações, em 1997, os prejuízos foram a 269 bilhões de reais. Explica-se, em parte, o motivo pelo qual alguns Estados faliram. A cura da sangria depende do Congresso, que terá prazo até 30 de novembro para regulamentar a Lei e mandar a União ressarcir valores, o que deveria ocorrer há muitos anos.
A maioria dos senadores e dos deputados federais foi omissa e conivente. Sem repor as perdas, ganhou a União. Prejudicadas ficaram populações sem muitos dos serviços que os Estados não prestaram por falta de recursos.
SITUAÇÃO DRAMÁTICA
O contingente da Força Nacional de Segurança, tido como a salvação de vários Estados, não passa de 2 mil integrantes. O Ministério da Justiça tenta aumentar para 7 mil, mas não consegue por falta de recursos.
A Brigada Militar, cujo efetivo era de 32 mil soldados e oficiais, há 30 anos, não passa atualmente de 20 mil.
Persistem o esforço e o dever da missão de cada integrante das duas corporações.
SÓ AQUI
Destruíram um país cheio de esperanças. Hoje, os privilegiados cumprem penas em suas mansões, rodeados de mordomias.
CONTRASTE INACEITÁVEL
O Brasil tem mais de 13 milhões de desempregados, recorde desde o início do processo de registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 1948. Nem isso intimida a torrente de gastos públicos.
Preocupada com a decoração dos gabinetes dos parlamentares, a direção da Câmara dos Deputados realizará, na próxima semana, licitação para adquirir 180 vasos e pratos cerâmicos. A estimativa é desembolsar 44 mil reais. O edital exige formato cilíndrico, com acabamento interno liso e impermeabilizado. Devem ser da cor de barro e isentos de manchas significativas resultantes de queima em forno.
TEM MAIS
Há um mês, a Câmara fechou, por 16 mil reais, contrato para aquisição de arranjos florais e coroas de flores. No total, o custo com decoração vai atingir 60 mil reais.
O edital foi às minúcias: flores nobres, como rosas e lírios de diversas tonalidades, sem defeitos e de primeira utilização. Coroas de cravos e crisântemos.
A justificativa: atender a necessidade de ornamentação de eventos institucionais e cerimônias oficiais, além de a presidência, a Mesa Diretora e a diretoria geral prestarem homenagens fúnebres.
Quanto à conta, sabemos quem paga.
FÓRMULA SE REPETE
Ronald Reagan, que depois de deixar os estúdios de Hollywood tornou-se presidente dos Estados Unidos, tinha uma visão de governo sobre a economia que resumia assim: “Se ela se movimenta, taxe-a. Se ela continua se movimentando, regule-a. Se ela para de se mover, subsidie-a”.
HÁ 70 ANOS
A 31 de agosto de 1947, chegou a Porto Alegre o fogo simbólico aceso no cemitério de Pistóia, Itália, onde estão enterrados muitos dos 451 soldados e oficiais da Força Expedicionária Brasileira mortos durante a Segunda Guerra Mundial. A tocha tinha sido levada por atletas italianos no percurso de 401 quilômetros até Roma. Trazida por avião da FAB ao Rio de Janeiro, seguiu conduzida por atletas até Porto Alegre.
TALVEZ APRENDA
O presidente Michel Temer visita a China, cujo Produto Interno Bruto cresceu 6,9 por cento no segundo trimestre deste ano. No Brasil, a previsão de analistas de mercado e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para o Produto Interno Bruto é de “estabilidade”, ou seja, zero.
QUESTÃO DE INTERPRETAÇÃO
Zero como estabilidade lembra episódio num voo da Varig. O comandante anunciou pelo microfone: “Estamos nos aproximando do aeroporto de Nova Iorque. O tempo está bom, temperatura de zero grau”.
O festejado pugilista Adilson Maguila, com sua voz grave, festejou:
“Ôba! Nem frio, nem quente”.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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