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Política Família Bolsonaro usou aviões da FAB para compromissos particulares e até viagens de cachorro

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o hospital Rio Grande, em Natal, na tarde deste sábado (12), e foi transferido para Brasília em um avião com suporte de UTI. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) foram usados para transportar familiares, amigos, pastores e até a cachorra de estimação Beretta, que acompanha o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-titular do Planalto. Os voos ocorreram inclusive em situações nas quais os envolvidos se deslocavam para compromissos privados, como eventos religiosos. Os dados foram revelados pelo portal Metrópoles.

O site mostrou que a maior parte das cerca de 70 viagens mapeadas procurou levar a então primeira-dama Michelle Bolsonaro (54), que chegou a usar aeronaves da FAB para comparecer a cultos religiosos. Ela é seguida do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), com dez viagens, e de Jair Renan (sete), também filho do ex-presidente. O portal teve acesso a dados oficiais do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

No período em que Bolsonaro ocupou a Presidência, Michelle usou os aviões da FAB para comparecer a cultos em pelo menos três ocasiões, sem que tivesse algum evento oficial no mesmo destino que justificasse o emprego da aeronave para o translado. As aeronaves foram usados para voar de Brasília para o Rio de Janeiro, onde Michelle comparecia a encontros em uma igreja evangélica na Barra da Tijuca. Nos voos, ela ainda levava uma lista de convidados, que chegava a até dez acompanhantes, ainda de acordo com o portal.

Boa parte das viagens de Michelle para participar de eventos evangélicos ocorreu entre os dias 22 de fevereiro e 10 de maio de 2019, ano em que Bolsonaro assumiu a Presidência. Em 33 dos 54 voos feitos pela então primeira-dama não havia uma explicação detalhada da ação que justificasse o uso da aeronave da FAB. Os documentos do GSI mostravam que as naves decolariam “em apoio” a Michelle.

Ainda segundo o site, também teria chegado uma ordem de que o filho “zero quatro”, Jair Renan Bolsonaro, seria passageiro prioritário na lista. Em 2019, como apontam trocas de mensagens reproduzidas na reportagem, integrantes do grupo reforçaram: “Não se esqueçam do Renan”.

Beretta

Mascote da família Bolsonaro, a cachorra Beretta, do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também foi transportada em aviões da FAB durante a gestão do ex-presidente. Em grupo de mensagens para compartilhar ordens de serviço, ela era referida como “fera Beretta”. A cadelinha viajou do Rio de Janeiro até Brasília junto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e com o filho “zero quatro”, que ia visitar a mãe, Ana Cristina Siqueira Valle, em Resende, no interior do Rio.

Nessa situação, coube ao ex-ajudante de ordens Mauro Cid — que hoje responde a uma série de irregularidades envolvendo os conjuntos de joias recebidos pela família Bolsonaro, fraude em cartões de vacinação e sobre a participação no 8 de Janeiro — expedir a ordem para o translado. No grupo, também constavam o coronel da FAB Eduardo Alexandre Bacelar, então coordenador-geral de Transporte Aéreo, e o general Luiz Fernando Estorilho Baganha, então secretário de Segurança e Coordenação Presidencial, ambos do GSI.

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Vanderlei Ochoa
6 de julho de 2023 13:13

Cuidando da família. Não era isso que sempre pregaram? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Vanise Lins
6 de julho de 2023 14:21

Ainda bem que a familícia Bozo acabou! Não manda mais nada. Já era.

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