Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2015
A família do estudante brasiliense Artur Paschoali, desaparecido no Peru desde dezembro de 2012, afirma ter gastado mais de R$ 230 mil na busca pelo jovem durante pouco mais de dois anos e meio. O pai, Wanderlan Paschoali, 45 anos, diz que percorreu todas as regiões do país vizinho e chegou até a procurar o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.
Para levantar o dinheiro usado nas buscas, a família organizou rifas, vendeu uma empresa, recebeu doações e tomou empréstimos em bancos. A quantia foi usada para pagar detetives, guias, advogados, passagens e hospedagem nos períodos em que o pai passou no Peru.
“Vendemos a lanchonete e conseguimos R$ 18 mil. Com a rifa, conseguimos R$ 23 mil e com a tarde de tortas, R$ 53 mil”, diz a mãe, Susana Paschoali, de 53 anos. “Também contamos com a doação dos nossos amigos desde o primeiro dia que chegamos lá.”
Estudante de artes cênicas na Universidade de Brasília (UnB), Artur viajou com um grupo de amigos para percorrer a América Latina e decidiu se separar do grupo quando chegou ao vilarejo de Santa Teresa, que fica encravado em uma montanha ao lado de Águas Calientes, ponto turístico que leva a Machu Picchu.
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