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Brasil Farmacêuticos não poderão mais prescrever medicamentos

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Em sua decisão, o juiz argumentou que “o balcão de uma farmácia não é o local para se firmar um diagnóstico e tratamento de uma doença.

Foto: Reprodução
Em sua decisão, o juiz argumentou que “o balcão de uma farmácia não é o local para se firmar um diagnóstico e tratamento de uma doença. (Foto: Reprodução)

A Justiça Federal suspendeu nesta segunda-feira (31) a resolução que autorizava farmacêuticos a prescrever medicamentos, incluindo aqueles que exigem receita médica. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) ainda pode recorrer da decisão.

A suspensão foi determinada após uma ação do Conselho Federal de Medicina (CFM) contra a nova norma do CFF. A decisão tem caráter liminar, ou seja, vale antes do julgamento definitivo do caso. O juiz Alaôr Piacini, da 17ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, foi o responsável pela sentença.

Em sua decisão, Piacini argumentou que “o balcão de uma farmácia não é o local para se firmar um diagnóstico e tratamento de uma doença, sob pena do exercício ilegal da medicina”. Ele determinou que o CFF divulgue a decisão em seu site e em outros canais institucionais, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

O juiz também ressaltou que apenas uma lei de iniciativa da União, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada, poderia autorizar a atuação dos farmacêuticos nos termos estabelecidos pela Resolução 5/2025 do CFF.

Resolução contestada

A norma do CFF foi publicada no Diário Oficial da União em 17 de março e passaria a valer no próximo mês. A regra previa que apenas farmacêuticos com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Farmácia Clínica poderiam prescrever medicamentos que exigem receita.

Desde sua publicação, a medida gerou críticas de associações médicas, que questionam a capacitação dos farmacêuticos para essa função. Na ação movida contra a resolução, o CFM argumenta que os farmacêuticos não possuem “atribuição legal nem preparação técnica médica para identificar doenças, definir tratamentos e determinar medidas para restabelecer a saúde de pacientes”.

A norma também autorizava farmacêuticos a:

– Coletar dados por meio da anamnese farmacêutica;

– Realizar exame físico com verificação de sinais e sintomas;

– Solicitar, interpretar e realizar exames para avaliar a efetividade do tratamento.

A proposta do CFF sugeria que esses profissionais pudessem atuar de forma semelhante a médicos em consultas. O modelo de pronto atendimento em farmácias vem sendo debatido no setor, e uma das grandes redes do segmento já anunciou planos nesse sentido.

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Roberto Nunes
1 de abril de 2025 03:21

Deveriam. A classe médica é um cartel.

Eduardo Rodrigues
1 de abril de 2025 10:03

Roberto Nunes, que resposta mais imbecil.

João Fernando Zacher
1 de abril de 2025 19:42

Áí que entra o monopólio dos médicos porque cada consulta custa cerca de 300 reais para o pobre trabalhador e eles não vão querer perder essa mamata. E os que recorrem a um postinho (quando te m médico) podem esperar uma ou duas horas “sofrendo” de dores até chegar sua vez para uma consulta gratis… Esse é o Brasil brasileiro.

Getulio S. Dias Academico
1 de abril de 2025 23:39

ninguém pode brincar de ser médico. cada macaco no seu galho.

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