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Variedades Fernanda Abreu: “Gente, eu tenho 60 anos! Mas isso é ótimo, a garota vai rolar até eu ficar velhinha”

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Cantora celebra aniversário lançando disco de remixes "30 anos de baile". (Foto: YouTube/Reprodução)

Há muito ela deixou de ser a Fernandinha da Blitz. Mas até hoje, em qualquer evento, não tem como escapar de ser apresentada como… a Garota Carioca Suingue Sangue Bom.

“Gente, eu tenho 60 anos!”, diz a cantora Fernanda Abreu, cujo aniversário foi na quarta-feira da semana passada. “Mas isso é ótimo, a garota vai rolar até eu ficar velhinha. No fundo, é assim mesmo como me sinto. Continuo com a energia de vida da garota, com a mesma vontade de aprender.”

Fernanda jura que nunca teve expectativa quanto à idade. E tanto não viu problema em envelhecer que resolveu dar dicas às mulheres de como chegar bem aos 60. Ela recomenda, por exemplo, alimentar-se bem, fazer exercícios, usar protetor solar e hidratante. E o mais importante: garantir que ainda haja sonhos a serem realizados.

“Tem que ter um propósito, algo que vai além da juventude. Isso, apesar de a gente viver nesse Brasil que está fodido, onde o propósito de muita gente é acordar e ter o que comer no dia. Isso não é propósito, é sobrevivência”, reclama ela, que resolveu marcar os 60 anos com “30 anos de Baile”, o seu há muito sonhado álbum de remixes, lançado esta quinta-feira. “A ideia era ter soltado o disco no meu aniversário. Estava tudo acertado, mas pedi para mudar a data porque não queria ligá-lo ao que ia rolar no dia 7. Tinha certeza de que no dia 8 só se ia falar sobre golpe, pós-golpe, pré-golpe!”

Os “30 anos de Baile” se referem à estreia de Fernanda Abreu na carreira solo com o LP “SLA Radical Dance Disco Club”, em 1990. Um disco que surgiu em plena ressaca do movimento de rock brasileiro (que ela viveu intensamente com a Blitz), com uma mulher que propunha a reconexão do Brasil com o pop dançante, apimentado naqueles tempos por novidades como baterias eletrônicas e samplers.

“Quando fiz ‘SLA’, tive a sorte de não ter no estúdio um cara cagando regra e dizendo ‘olha, a música eletrônica você faz assim’. Ninguém sabia fazer aquilo”, conta ela, que ali deixou de ser definitivamente a Fernandinha da Blitz e começou a construir outra carreira. “Todo mundo sempre falou que o pop era descartável, que não durava cinco anos… Dez anos depois do disco, sei lá, eu poderia estar em lugar nenhum, ou enveredando para a MPB. Mas estou aí há 30 anos, no pop.”

Pensado e produzido ao longo do ano passado com o DJ Memê (um de seus colaboradores, três décadas atrás, no “SLA”), “30 anos de Baile” é, segundo Fernanda Abreu, uma homenagem aos DJs, aqueles que mais estiveram ao seu lado na época do lançamento do disco de estreia.

“Eles diziam que desde as Frenéticas e a Rita Lee do LP de 1979 eles não tinham material brasileiro para as pistas”, gaba-se ela, que, agora, além de Memê, chamou para os remixes DJs das mais variadas épocas: do charmeiro Corello ao Vintage Culture, nome que arrasta multidões no Brasil e no exterior. “Achei que agora era hora de lançar esse disco, as pessoas estão fissuradas para dançar, acho que ele vai rolar nas festas de fim de ano e até o verão.”

DJ que tocou na festa Selvagem até 2018, Millos Kaiser escolheu uma faixa obscura de “SLA”, “Space sound to dance”, para o seu remix: “Fernanda Abreu é nossa Madonna. Sempre antenada com as últimas tendências musicais e estéticas, ela soube se reciclar sem perder a essência. O “SLA” é, para mim, o primeiro álbum de dance music feito no Brasil.”

Produtor do disco “Radioatividade” (1983), da Blitz, e de alguns dos primeiros álbuns de Fernanda, o produtor Liminha tem memórias do pioneirismo da cantora.

“Cheguei no estúdio um dia com uma bateria eletrônica e lembro de a Blitz ser radicalmente contra, exceto pela Fernanda, que recebeu muito bom a ideia”, conta. “Na carreira solo, ela teve a percepção de não seguir uma cartilha de dance music internacional, uma coisa que poderia durar muito pouco tempo. A Fernanda incluiu ingredientes da cultura brasileira em sua música, e nisso ela se colocou como personalidade.”

E a vida segue para Fernanda Abreu. No sábado, ela inaugurou uma biblioteca com seu nome no Morro do Faz-Quem-Quer, em Rocha Miranda, e, nos próximos meses, planeja gravar dois discos: um só com feats femininos e outro de samba, em homenagem aos pais. Um documentário dos 25 anos do disco “Da lata”, com material registrado pelo diretor Paulo Severo, também está na fila.

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