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Brasil Fernando Haddad diz que o juiz Sérgio Moro ajudou o Brasil, mas errou na sentença de Lula

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Fernando Haddad destacou que "há reparos a fazer”. (Fotos: Ricardo Stuckert)

Em entrevista ao SBT, o presidenciável Fernando Haddad (PT) disse que o saldo da Operação Lava-Jato é positivo e que o juiz Sérgio Moro fez um bom trabalho na operação. “Em geral ele ajudou [o País]. Em relação à sentença do Lula, acho que foi um erro que vai ser corrigido pelos tribunais superiores porque ele não apresentou provas contra o presidente. Em geral Sérgio Moro fez um bom trabalho.”

Haddad, porém, fez outra ressalva, quanto a delatores que conseguiram sair da prisão: “Embora eu ache que ele tenha soltado muito precocemente os empresários e liberado dinheiro roubado para esses empresários usufruírem, gozarem a vida. No geral, o saldo é positivo, mas há reparos a fazer.”

Questionado sobre declarações do senador eleito Cid Gomes (PDT), que disse que o PT precisa pedir desculpas por erros, Haddad afirmou: “No calor de uma discussão às vezes você faz um comentário [como o de Cid] e eu acho correto que a gente reconheça erros, não vejo problema nisso.”

Na entrevista, exibida na noite de quarta (17), ele também falou sobre a redução da imagem de Lula e do vermelho em seus materiais de campanha. Disse que o segundo turno é uma outra etapa da eleição e que mudanças aconteceram em eleições anteriores. “Segundo turno é ampliação. Tenho um adversário, na minha opinião, que representa forças que me causam medo.”

Ele falou em “reunir pessoas que representam a esperança”. “Acho que tínhamos um bom projeto, os erros precisam ser corrigidos, mas eu não jogaria a criança com a água do banho.”

Ao falar sobre apoios à sua candidatura, o petista disse que esteve com o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa para “melhorar o plano de governo” e foi indagado sobre eventual gesto de tucanos.

“O presidente Fernando Henrique está em uma saia justa porque alguns candidatos para os governos de Estado não me apoiam. Ele é meu, não diria amigo, mas uma pessoa com quem eu mantenho uma relação antiga e respeitosa.”

PDT irá pedir o cancelamento ou a nulidade das eleições

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta quinta-feira (18), que o partido está preparando uma peça jurídica com a qual irá pedir o cancelamento ou a nulidade das eleições presidenciais de 2018. As justificativas são as denúncias de que empresas financiaram uma campanha contra o PT, de Fernando Haddad, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, publicada hoje pela Folha de S. Paulo. O PSOL, por meio do deputado federal Jean Willys, também fez um requerimento ao MP (Ministério Público) para investigar o caso.

Os argumentos do pedido ainda estão sendo preparados pelos advogados da legenda, que devem endereçar a solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral. Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira, informa que empresas bancaram, com contratos de R$ 12 milhões, serviços de disparos de mensagens no WhatsApp contra os petistas, favorecendo Jair Bolsonaro (PSL).

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