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Política Filhos de Bolsonaro, olavistas e religiosos pressionam o presidente para descartar Feder como ministro da Educação

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Renato Feder é cotado para chefe do MEC. (Foto: Reprodução/Twitter)

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, é alvo de um processo de “fritura” por parte dos filhos do presidente, integrantes de setores religiosos e de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais que são alinhados ao astrólogo Olavo de Carvalho, um dos principais influenciadores da família Bolsonaro.

Esses apoiadores, chamados de “olavistas”, pressionam Bolsonaro a descartar de vez o nome de Feder para o Ministério da Educação (MEC), alegando que Bolsonaro sofre críticas e desgastes nas redes sociais desde que o Planalto chamou Feder para o MEC.

Argumentam que Feder teria relações com políticos adversários de Bolsonaro – como João Doria –, além de acusá-lo de não ser conservador “o suficiente” por conta de um livro que ele escreveu quando tinha 25 anos, com defesa de temas liberais. Esse grupo acredita que Feder não dará continuidade a uma gestão ideológica no MEC – como fez Abraham Weintraub. Ou seja: após a polêmica envolvendo Carlos Alberto Decotelli, o chamado núcleo ideológico tenta retomar o comando do MEC.

Decotelli foi um nome patrocinado pelos militares do Palácio do Planalto, portanto, uma derrota para o grupo que segue Olavo de Carvalho. Eles aconselharam Bolsonaro a demitir Weintraub e a escolher um nome técnico para a pasta – e emplacaram Decotteli.

Com a polêmica que levou à saída de Decotelli, os olavistas pressionam para que Bolsonaro escolha, agora, alguém alinhado a eles.

Nos bastidores, fontes do Planalto afirmaram que um encontro que estava previsto entre Feder e Bolsonaro para esta segunda-feira (6) não deve mais ocorrer. Feder foi avisado que, por ora, o encontro está desmarcado.

Sonho

O paulistano Renato Feder era um empresário bem-sucedido na área de tecnologia quando resolveu mudar de área. Passou a dizer que tinha o sonho de ser secretário de Educação e começou a se preparar para isso. Em 2017, abordou em um evento o então secretário de Educação de São Paulo, José Renato Nalini, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), e pediu um emprego. Nalini se impressionou e deu a ele um cargo de assistente, com salário de R$ 8 mil. A intenção era de que Feder aproximasse a rede estadual de empresários e ONGs. Mas o trabalho não foi bem-sucedido e Feder acabou deixando a secretaria em poucos meses.

Em 2019, suas relações com empresários o levaram a ser indicado para ser secretário no Paraná. Durante a pandemia, o Estado é um dos que têm se destacado, por ter criado rapidamente um sistema de educação a distância bem estruturado com aulas online. Feder é autor de um livro em que defende a extinção do MEC e a privatização da rede de ensino no Brasil. Ao Estadão, ele disse que não acredita mais nessa visão. “Eu não entendia nada de educação e hoje conheço melhor.”

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