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Política Ministra de Bolsonaro diz que a “política é muito machista”

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Em nota, Flávia citou que "os fatos das últimas eleições" e seus “ideais democráticos” motivaram a saída do partido. (Foto: Alan Santos/PR)

Única mulher no Planalto, a ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, falou em entrevista ao jornal Correio Braziliense sobre a participação das mulheres na política e elogiou o presidente Jair Bolsonaro. “A política é muito machista. O ambiente da política é muito machista. E eu sou a única mulher no Palácio. Mas o presidente me deu todas as oportunidades”, enfatiza.

Considerada, hoje, um dos principais nomes do Distrito Federal, Flávia, confirmou que não vai disputar o governo local, mas também não crava se será a candidata ao Senado.

“A minha candidatura não será de forma alguma a governo. Ele é o nosso candidato à reeleição. O que eu posso disputar, a gente tem de construir, primeiro, ouvindo a população. Depois, uma construção”, disse ela em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

Natural de Taguatinga, Flávia ressalta que cumpriu seu papel na Secretaria de Governo, mas não deixou de olhar para o DF. “Quero poder contribuir com a cidade. Meu projeto é para a cidade, com a cidade. Eu não tenho a política por profissão. A política não é a minha profissão. Quero o que o grupo construir, ouvir a sociedade, saber no que posso contribuir.”

Deputada federal pelo PL, Flávia ganhou destaque na Câmara ao ser a primeira mulher a ocupar a presidência da Comissão Especial de Orçamento e Finanças e, depois, assumir um cargo estratégico no governo federal.

Para ela, a missão foi cumprida. “O intuito que eu tinha, quando entrei, acho que consegui preencher, que foi o de construir pontes. Derrubar possíveis muros que fossem construídos nesse meio do caminho, estabelecer o diálogo, a construção de pontes com o Congresso”, avalia.

Há desafios mais difíceis e coletivos a serem vencidos. Um deles é garantir menos preconceito e hostilidade na política para as mulheres. “Alguns homens colocam as mulheres (em segundo plano), como, no início (do mandato), tinha sempre ‘ah, nós participamos…’, e eu não estava sabendo. Então, quando vinha, ‘isso aqui, ah, nós discutimos’, eu dizia, ‘mas eu não participei’, então, estou achando que falta alguma coisa, né? Aos poucos, vai se construindo. Mas, nós, mulheres, precisamos provar muitas vezes que somos capazes”, frisa a parlamentar, defensora das cotas para candidaturas femininas nos partidos.

Apesar da polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávia aposta que o eleitorado de Brasília dará uma votação expressiva para o atual chefe do Executivo. “Estive num evento para cinco mil pessoas e, quando falei o nome dele, foi ovacionado.” As informações são do jornal Correio Braziliense.

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