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Olimpíada Flávia Saraiva monta nova série de solo de olho em pódio nas Olimpíadas

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Ginasta se espelha em Daiane dos Santos e aposta trilha de músicas brasileiras para brilhar em Tóquio. (Foto: Reprodução/Instagram)

Sempre que entra no solo, Flávia Saraiva cativa a torcida. Tem sido assim desde 2014, quando ela foi campeã olímpica da juventude nesse aparelho. A ginasta de 21 anos prepara um novo show para as Olimpíadas de Tóquio. E com novidades.

De olho em uma medalha, Flavinha vai mudar de estilo, se inspirar no sucesso do Brasileirinho de Daiane dos Santos para montar uma coreografia com músicas marcantes do Brasil.

“Eu falei que eu queria mudar o meu estilo para ver como as pessoas reagiriam. Sempre que eu faço uma coreografia nova, as pessoas esperam muito da coreografia por eu ser expressiva, carismática. Eu falei: ‘Quero dar uma reviravolta’. É um estilo brasileiro. São quatro estilos de música em uma só, então é muito diferente para mim. Eu tive que me adaptar, mas estou muito animada. Adoro desafio. Tomara que as pessoas gostem, porque eu estou adorando”, disse a ginasta.

A trilha sonora tem trechos de Garota de Ipanema, Canta Brasil, Aquarela do Brasil e o Canto das Três Raças, em um arranjo de Rafael Castilho, que já produziu músicas para Anitta, Alexandre Pires e Baby do Brasil. Assim, a ginasta espera envolver os japoneses do mesmo jeito que Daiane dos Santos fez nos Jogos de Atenas (Grécia), com seu Brasileirinho.

“Essa é a nossa chance de mostrar a nossa cultura, as nossas raízes, a nossa vibração. É isso que a Federação Internacional de Ginástica espera do Brasil. O principal motivo (para escolher uma música brasileira) foi a semelhança com o estilo de personalidade da Daiane dos Santos e da Flavinha. As duas são muito extrovertidas, são muito saltitantes, alegres. São dois torpedos”, disse Rhony Ferreira, coreógrafo da Seleção Brasileira há mais de 20 anos.

Quinta colocada na trave da Rio 2016, Flavinha evoluiu no solo neste ciclo olímpico. Do ouro nas Olimpíadas da Juventude com músicas clássicas russas, ela passou para o foxtrote e depois para um cancã francês que lhe rendeu a quinta colocação no Mundial de 2018 e a quarta no Mundial de 2019. Agora a ginasta quer subir mais um degrau no ranking para chegar ao pódio nos Jogos de Tóquio.

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