Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de janeiro de 2026
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), usou suas redes sociais para pedir união da direita. Ele fez elogios ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Flávio publicou um vídeo hoje em que diz ser necessário “muita sabedoria e união para vencer o partido das trevas”, em referência ao PT. “Como é que a gente vai unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes?”, questionou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Senador disse que Tarcísio “é um aliado fundamental” e que Michelle “tem um papel importantíssimo”. Ele ainda citou os nomes de outros governadores ventilados para a disputa do Palácio do Planalto, como Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).
“Eu, Tarcísio, Ratinho, Michelle, Zema, Caiado, juntos no mesmo palanque, na mesma causa, para resgatar o Brasil das garra do atual governo. (…) Um conjunto de coisas estão sendo feitas e precisam continuar sendo feitas, mesmo que num primeiro momento, aparentemente, não resultem em algo concreto”, declarou o senador em vídeo.
Mensagem de Flávio acontece após post de Carlos Bolsonaro insinuando um racha na direita contra os filhos do ex-presidente. “Tenho convicção absoluta, diante dos fatos mais recentes, de que o objetivo jamais foi medir forças com os filhos de Jair Bolsonaro. Isso sempre foi apenas a superfície do jogo. O verdadeiro intento, ainda que de forma dissimulada, é medir forças com o próprio Jair Bolsonaro”, escreveu Carlos. “Os movimentos são claros, a estratégia é reiterada e o alvo nunca deixou de ser o mesmo.”
Escolhido por Jair Bolsonaro para representar a direita nas eleições deste ano, Flávio pediu para seus seguidores usarem suas redes sociais para criticar a oposição, não aliados: “Use sua rede social para convencer os seus seguidores que o país não aguenta mais quatro anos de PT. (…) Se você dedicar seu tempo inteiro para atacar um deputado ou senador que vota com a gente, quem vai ganhar com isso? A esquerda”.
“Vamos colocar as nossas diferenças de lado e vamos focar naquilo que nos une. Porque, acima de tudo, em primeiro lugar, a gente tem que resgatar o nosso país das garras da esquerda. E nós só vamos conseguir isso unidos.”
Flávio Bolsonaro.
Bolsonaristas
Aliados de Bolsonaro protagonizaram discussões nas redes sociais durante esta semana. O pano de fundo é o nome que vai representar o bolsonarismo na eleição presidencial. Enquanto Flávio diz que foi indicado pelo pai para ser candidato, seu nome sofre resistência nos setores mais pragmáticos e no centrão, que defendem a candidatura de Tarcísio.
A temperatura aumentou após a ex-primeira-dama compartilhar um vídeo do governador paulista. Nas imagens, Tarcísio usou tom eleitoral para criticar o PT. Michelle também curtiu um comentário da esposa de Tarcísio, Cristiane, que dizia que o Brasil precisa de “um novo CEO, meu marido” – para alguns, a frase remetia a uma indicação de Tarcísio como candidato à presidência, para outros, o termo foi usado como vocativo.
O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) reagiu publicando uma imagem do ex-governador João Doria segurando uma revista cuja manchete o define como “CEO de São Paulo”. Horas antes dos post, Carlos já havia feito críticas indiretas a ex-aliados e a setores da direita que se colocam como alternativa ao bolsonarismo, em uma publicação com ataques a “isentões” e políticos eleitos com apoio do ex-presidente.
Nos bastidores, há aliados de Bolsonaro que dizem que Michelle quer ser vice em uma chapa com Tarcísio. O governador afirma, ao menos por ora, que tentará se reeleger em São Paulo.
Flávio também rebateu de forma velada a madrasta. Ele deu uma indireta após uma visita ao pai na prisão em que disse que nunca havia trabalhado para ser pré-candidato. “Eu nunca costurei, nunca procurei, não rodei o Brasil por isso. Não corri atrás de ser pré-candidato”, afirmou. Michelle tem baseado seu projeto político em viagens para apoiar mulheres. Neste ano, quer apoiar ao menos uma candidata por estado. (Com informações do portal UOL)