Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de maio de 2026
Dino, que é presidente da Primeira Turma, vai definir uma data para a discussão sobre aposentadoria compulsória.
Foto: Rosinei Coutinho/STFO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino liberou, para julgamento na Primeira Turma, recursos contra a decisão que declara a extinção da aposentadoria compulsória como punição a magistrados. Cabe ao próprio Dino, que é presidente do colegiado, definir uma data para a discussão.
Os recursos, movidos pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pedem que a decisão tenha efeitos somente no caso concreto, que atinge um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Na decisão proferida em março, Dino determinou que a aposentadoria compulsória como punição disciplinar a magistrados não pode mais ser aplicada porque é incompatível com as alterações na Constituição feitas na Reforma da Previdência, de 2019.
A sentença foi contestada porque o tipo de ação em que a determinação foi feita não tem “efeito vinculante” – ou seja, é restrita ao caso específico em análise, sem cumprimento obrigatório pelos demais Tribunais e pela administração pública.
“A decisão sequer ostenta natureza colegiada, tendo sido prolatada monocraticamente pelo ministro relator. Por consequência, não se reveste das características formais e materiais exigidas para a produção de efeitos transcendentes ao caso concreto”, afirmou a AGU no recurso movido na última sexta-feira (8).
A PGR apontou que a decisão “afronta o devido processo legal” e disse que o tema exige “maior cautela e pronunciamento colegiado”. Para o órgão, a decisão deveria ser julgada direto no plenário, composto por 11 ministros (atualmente, 10).
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