Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Ilimar Franco
Uma ala do PT do Rio fará manifestação contrária à manutenção da aliança com o PMDB na prefeitura da capital. Os petistas têm o atual vice, Adilson Pires, e rejeitam aprovar o candidato do prefeito Eduardo Paes, o deputado federal Pedro Paulo. O senador Lindbergh Farias e os deputados Jorge Bittar e Alessandro Molon querem construir uma alternativa à esquerda.
Tudo indica um novo fracasso
A reforma política já teve como relatores na Câmara os deputados Ronaldo Caiado (hoje senador do DEM) e Henrique Fontana (PT). Ambos fracassaram. Agora, com Marcelo Castro (PMDB), havia uma expectativa positiva. Seu partido esperava que ele assumisse a tese do distritão. Mas ele titubeou. Na cúpula da sigla, a palavra que o define é “decepcionante”. O vice Michel Temer e o DEM acham que o distritão ainda pode ter os 308 votos necessários. Mas o PSDB e o PT, que professam o distrital misto, devem colocar suas fichas na aprovação do fim das coligações e na criação de uma cláusula de barreira, mantendo o atual sistema proporcional.
Repeteco
Assim como a bancada do PDT fez na Câmara, os seis trabalhistas do Senado fecharam questão contra o ajuste fiscal. Não vão chancelar a MP 664, sobre a pensão por morte, nem a MP 665, sobre o seguro-desemprego e o abono salarial.
Juntando as escovas
A fusão PTB-DEM pode ser formalmente anunciada nesta semana. Houve acordo em São Paulo. Campos Machado (PTB) será presidente estadual, e Rodrigo Garcia (DEM), da capital. A fusão PSB-PPS será oficializada em 20 de junho.
Abrindo o caminho
O vice Michel Temer, que agora atua no atacado (votações no Congresso) e no varejo (cargos e emendas), tem dito, em conversas reservadas, que “é preciso reformar os costumes políticos”. Avalia que “ninguém (partidos) tem programa” e, para dar estabilidade ao País, é a favor, como o senador José Serra (PSDB), do sistema parlamentarista.
Um dia depois do outro
Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, comentam: depois da votação das MPs 664 e 665, diminuiu a hostilidade do PT e da CUT. O último protesto de peso contra ele foi em João Pessoa. No fim de semana, em Belém, foi miúdo.
Levy entra em campo
A MP do Futebol está nas mãos do ministro Joaquim Levy. Ele precisa adotar uma posição flexível. Torcedor do Botafogo, o relator Otavio Leite diz que alguns clubes não têm condição de pagar toda a prestação nos primeiros dois anos.
Bola fora
As coisas não vão bem no DEM. Sobre os oito da sigla que votaram a favor da MP 665 (dia 6), o deputado Onyx Lorenzoni declamou: “Foi uma negociata. Falta de vergonha na cara. Não mudei de lado e sei como devo me portar”. Mas, na votação da MP 664 (dia 13), na votação apertada do fator previdenciário, registrou sua presença e sumiu do plenário.
Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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