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Mundo Forças armadas do Irã desdenham do novo ultimato de Trump

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Donald Trump ameaçou destruir a infraestrutura vital do Irã se não aceitar um acordo para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz em 48 horas. (Foto: Reprodução)

O comando militar do Irã rejeitou no sábado (4) a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de destruir a infraestrutura vital do país se não aceitar um acordo para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz em 48 horas.

Em um comunicado do Quartel-general Central Khatam al-Anbiya, o general Ali Abdollahi Aliabadi qualificou o ultimato de Trump como uma “ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida”.

E, em alusão à mensagem publicada mais cedo por Trump em sua plataforma, Truth Social, na qual advertiu o Irã que desatará “o inferno” se não reabrir o estreito em 48 horas, o general alertou que “o significado simples desta mensagem é que as portas do inferno vão se abrir para vocês”.

Acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesse domingo (5) que acredita ser possível fechar um acordo com o Irã até esta segunda-feira, em meio às negociações por um cessar-fogo.

Em entrevista à Fox News, Trump disse que as conversas estão em andamento e que os negociadores iranianos envolvidos receberam uma anistia limitada para participar das tratativas. Segundo ele, há expectativa de um desfecho rápido para reduzir as tensões.

Trump também fez ameaças diretas caso o acordo não avance. Disse que, se o Irã se recusar a firmar um entendimento, os Estados Unidos poderão tomar o petróleo iraniano.

Na mesma entrevista, o presidente afirmou ainda que o governo americano enviou armas a manifestantes iranianos no início do ano, por meio dos curdos, mas disse acreditar que esse armamento acabou retido, sem chegar aos opositores do regime em Teerã.

Recusa iraniana

Na sexta-feira (3), o Irã havia rejeitado uma proposta de 48 horas de cessar-fogo feita pelos Estados Unidos, segundo agência de notícias semioficial iraniana Fars.

De acordo com uma fonte anônima ouvida pela agência, a proposta foi apresentada por um outro país e Teerã acredita que foi resultado da surpresa do governo Trump com a capacidade de resposta militar iraniana.

“As avaliações indicam que essa proposta surgiu após a intensificação da crise na região e o aparecimento de sérios problemas para as forças militares americanas, em consequência de uma estimativa equivocada sobre a capacidade militar da República Islâmica do Irã. Segundo este relatório, a resposta do Irã a essa proposta não foi dada por escrito, mas sim no campo de batalha, com a continuidade dos ataques pesados”, disse a fonte.

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