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Mundo França registra mais de 2 mil mortes em semana de calor extremo; junho foi o mais quente da história

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Em mais de 40% do território francês, os termômetros ultrapassaram os 40°C pelo menos uma vez durante a onda de calor.

Foto: Reprodução
Em mais de 40% do território francês, os termômetros ultrapassaram os 40°C pelo menos uma vez durante a onda de calor. (Foto: Reprodução)

A França registrou 2.025 mortes acima do esperado na semana de 22 de junho, período em que uma intensa onda de calor atingiu seu pico no país. O número de óbitos ficou cerca de 30% acima do previsto para a época, segundo informou a agência francesa de saúde pública nesta sexta-feira (3).

O aumento da mortalidade ocorreu durante o mês de junho mais quente já registrado na França, de acordo com o serviço meteorológico Météo-France. A temperatura média foi de 22,7°C, 3,8°C acima da média histórica, superando os recordes anteriores de 2003 e 2025.

A segunda quinzena de junho concentrou os dias mais críticos. Entre 17 e 30 de junho, diversas regiões registraram temperaturas recordes durante o dia e também à noite. Nos dias 24 e 25, a temperatura média nacional chegou a 30°C, o maior valor já registrado no país em qualquer época do ano.

Em mais de 40% do território francês, os termômetros ultrapassaram os 40°C pelo menos uma vez durante a onda de calor. Quatro das cinco noites mais quentes da série histórica também ocorreram nesse período. Na madrugada entre 24 e 25 de junho, a temperatura mínima média foi de 22°C.

Grande parte da França, com exceção da região Sudeste, permaneceu sob alerta vermelho para calor extremo. Foi a primeira vez, desde a criação desse sistema de monitoramento em 2004, que uma área tão extensa do país recebeu o nível máximo de alerta.

Segundo cientistas, as mudanças climáticas provocadas pelas emissões de gases de efeito estufa de origem humana tornam as ondas de calor mais frequentes, prolongadas e intensas.

Na Europa, pelo menos 1,3 mil pessoas morreram em decorrência das altas temperaturas desde meados de junho. Idosos e crianças estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo. Em países tradicionalmente de clima mais ameno, as altas temperaturas também expõem a falta de infraestrutura adequada para enfrentar eventos climáticos dessa intensidade.

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