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Brasil Caixa coloca freio no crédito imobiliário

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Aumento dos juros e redução no teto do valor a ser financiado contribuíram para a queda. (Foto: Daniel Teixeira/AE)

As recentes restrições adotadas pela Caixa Econômica Federal, principal financiador do setor habitacional no País, tiveram impacto direto na oferta de crédito imobiliário no Brasil. Foram desembolsados 3,60 bilhões de reais no mês passado em financiamentos para aquisição de imóveis com recursos da poupança, o que representa uma queda de 51% em relação a abril deste ano e também na comparação com maio de 2014.

A cifra só se equipara à liberada em 2011, antes do salto da modalidade. Os dados, publicados pelo jornal Valor Econômico, integram um levantamento preliminar que a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), divulga aos associados.

Em maio, a Caixa liberou 725 milhões de reais para o crédito habitacional, montante 85% inferior aos 4,79 bilhões de reais verificados em abril. Entre as restrições adotadas no mês passado, a Caixa reduziu de 80% para 50% o teto do valor financiado de um imóvel usado no Sistema de Amortização Constante. Além disso, em abril o banco estatal anunciou pela segunda vez um aumento de juros neste tipo de financiamento.

Liderança

Com isso, o banco público perdeu a liderança no mercado. Em abril, a Caixa respondia por 61,5% do volume desembolsado para mutuários, o que encolheu para 20,1% em maio. A liderança passou para as mãos do Itaú Unibanco (24,9%), seguido por Bradesco (20,4%) e Santander (20,2%). Em abril, o Itaú Unibanco tinha 11,4% de participação, o Bradesco 6,6% e o Santander, 9,1%.

Prioridade

A Caixa afirmou, por meio de nota, que sua prioridade neste ano são linhas de financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, como o programa Minha Casa, Minha Vida. “É nessa faixa de renda que está concentrado mais de 90% do déficit habitacional. A Caixa ressalta que mantém a liderança para este público, com o market share (participação de mercado) de 90,8% em termos de estoque e 77% em termos de aplicação”, declarou a instituição, no texto.

Volume

Entre abril e maio, houve um crescimento de apenas 0,7% nos saldos dos empréstimos (de 3,059 trilhões de reais para 3,081 trilhões de reais) e uma queda de 1% nas concessões de crédito, segundo o relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central. Os dados confirmam a queda real das operações de empréstimos, tanto no mês passado como neste ano.

O recuo foi amplo no segmento de empréstimos com recursos livres, com exceções como o cheque especial e o cartão de crédito, mais utilizados em 2015. Os empréstimos direcionados, concedidos a taxas inferiores às de mercado, aumentaram. Mas o crédito imobiliário destinado às pessoas físicas, que havia crescido 24,5% em 12 meses, subiu apenas 1% em maio. (Veja e AE)

 

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