Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de maio de 2023
Funai afirma ter encontrado inconsistências em relatório
Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilA Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) divulgou ter encontrado inconsistências em processos licitatórios realizados nos últimos anos para a compra de alimentos e outros produtos distribuídos a comunidades indígenas de todo o país. O documento se refere à aquisição de produtos alimentícios que não respeitam os hábitos alimentares e costumes das diferentes etnias.
“A gestão atual identificou a ausência de qualificação de itens das cestas de alimentos distribuídos aos povos indígenas na ação de enfrentamento à covid-19 por parte da gestão anterior”, informou a fundação.
Documentos disponíveis no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam os valores que a Funai pagou por itens como açúcar, achocolatado, biscoitos, arroz beneficiado, embutido, sucos industrializados e outros produtos comprados e distribuídos a título de minimizar os impactos da pandemia entre os povos indígenas.
Conforme a atual gestão da Funai, além da falta de cuidado que resultou na não observância das especificidades culturais e dos hábitos alimentares dos diferentes povos indígenas, há indícios de possível mau uso do dinheiro público – o que motivou a fundação a revisar todos os contratos em vigor celebrados nos últimos anos.
Na terça-feira (16), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, usou suas redes sociais para anunciar que a Polícia Federal (PF) está investigando a compra e a destinação de “toneladas de bistecas desaparecidas” que, segundo ele, seriam “supostamente direcionadas aos indígenas no Amazonas”, identificou.
A aquisição de bistecas pela Coordenação Regional da Funai no Vale do Javari é um dos processos detalhados no Portal da Transparência. A Funai, contudo, não detalhou as suspeitas de desaparecimento do produto.
Segundo denúncias, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comprou carne de pescoço de galinha superfaturada para indígenas da etnia Mura, na região de Manicoré, no Amazonas. O valor chegaria a R$ 260 o quilo, sendo que, à mesma época, o preço médio era de R$ 10,7 em outros contratos.
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kkk…a cada día uma nova prova de ” honestidade”
Bolsonaro, nao viu, nao sabe de nada e o dinheiro sumiu mais uma vez ele estava anestesiado com morfina. Mas quantos imóveis ele comprou com dinheiro vivo mesmo???